Mato Grosso, 17 de Dezembro de 2017
Variedades
O Natal, crise de ansiedade e depressão
01.12.2017
FONTE: Flavio Melo Ribeiro

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  • Flavio Melo Ribeiro

Você sabia que aumenta a incidência de casos de crise de ansiedade ou mesmo de depressão com a proximidade do Natal? E que isto está ligado ao fato dessas pessoas sentirem-se na obrigação de passar a festa natalina com familiares que consideram lhes fazer mal? Algumas famílias apresentam atritos entre seus membros, mas em geral, são desavenças passíveis de se administrar durante o ano, principalmente pelo afastamento entre os envolvidos; e caso, por ventura, encontrem-se num mesmo local, procuram manter distância um do outro; e quando conversam, ficam na amenidade. Porém o Natal apresenta uma inteligibilidade social de aproximação, de perdão, de paz exigindo que os desafetos se aproximem e convivam em paz. Mas nem todos querem essa aproximação, ou estão preparados para isso.

 

E como fica quem não tem segurança emocional para enfrentar uma situação de aproximação diante de alguém cuja presença lhe faz se sentir mal? O comum é aparecer o desejo de que não ocorra o encontro, mas a pessoa sabe que isto é muito difícil, pois toda a organização do encontro natalino converge para a união das pessoas. Então, em seguida, começam a aparecer sintomas de desânimo, mal-estar, os quais têm o objetivo de criar um escudo de proteção, ou melhor, uma desculpa para não comparecer ao evento sem precisar explicitar o atrito. No entanto, esses sintomas geralmente são fracos para configurar uma desculpa aceitável. Mas com a aproximação do evento, a antecipação imaginária do encontro e da possibilidade de atrito passa a tomar todo o horizonte de possibilidades que a pessoa consegue refletir. Consequentemente o emocional amplifica os sintomas da crise de ansiedade e, em alguns casos, de depressão. A sensação de impotência cresce na mesma proporção da ansiedade, bem como, a insônia nas noites que antecedem o Natal.

 

Se caso essa descrição lhe seja familiar, e é você quem está organizando a festa de natal, procure com cuidado avaliar o emocional de cada familiar que vai convidar. Pois expor alguém que está frágil psicologicamente diante de uma situação de sofrimento não é um ato de bondade natalina. Porém não convidar uma pessoa, que já está sofrendo, pode ser ainda mais cruel. Se o convite é o mais apropriado, deixe claro quem irá participar e, caso receba como resposta uma justificativa de que não irá conseguir comparecer a festa de natal, aceite a desculpa com gentileza. 

 

Flávio Melo Ribeiro é Psicólogo (CRP12/00449) A Viver – Atividades em Psicologia desenvolveu programas psicoterapêuticos que possibilitam ser trabalhados em grupos e individual.

flavioviver@gmail.com (48) 9921-8811 (48) 3223-4386

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Canal no Youtube: Flávio Melo Ribeiro

 

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