Mato Grosso, 09 de Junho de 2026
Economia / Agronegócio

Agronegócio e movimentos sociais se manifestam sobre disputa agrária

22.05.2013
15:49
FONTE: AGRODEBATE

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No dia 15 de maio, indígenas iniciaram a invasão de quatro propriedades da região, reivindicando sua posse com uma extensão da Terra Indígena Buriti. No mesmo dia, a Justiça Federal concedeu liminar ao proprietário da uma das fazendas ocupadas, a Buriti, para a reintegração de posse.

Em razão da possibilidade de um conflito, já que os índios se recusam a deixar a área, a Polícia Federal não cumpriu a ordem judicial, que no início desta semana acabou sendo suspensa até a realização de uma audiência de conciliação no dia 29 de maio.

A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e a Associação dos Criadores do Estado (Acrissul) divulgaram nesta quarta-feira (22) uma nota de desagravo onde criticam a suspensão da ordem de reintegração de posse de uma outra propriedade invadida, a fazenda Querência São José, determinada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Segundo a nota, as entidades se preocupam com o “desrespeito ao direito de propriedade e à função social da terra”, e que, de acordo com elas, a suspensão “fomenta a violência mediante o incentivo ao desforço pessoal” e poderia criar “precedente, uma vez que a questão fundiária indígena não é de Mato Grosso do Sul apenas, mas de todo o Brasil”.

Já um manifesto assinado por 28 entidades e movimentos sociais defendem e tentam legitimar a ocupação das fazendas pelos indígenas. O texto crítica a atuação do Poder Público no que se refere à demarcação de territórios indígenas e diz que as invasões na região de Sidrolândia foram um “legítimo ato de defesa dos direitos” dos índios que estariam "retomando uma área que lhes pertenceria historicamente".

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