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O dólar fechou em queda ante o real na tarde desta quinta-feira ( 7), com a expectativa de que juros maiores no Brasil tornem o país mais atrativo ao capital estrangeiro.
Dados positivos de emprego nos Estados Unidos também impulsionaram o apetite por risco dos investidores internacionais, contribuindo para a queda da moeda norte-americana.
O dólar fechou em queda de 0,39%, a R$ 1,9615. Na mínima do dia, a moeda chegou a R$ 1,9601 e, na máxima, R$ 1,9710.
Na semana, a modela acumula queda de 1,02% e no mês, de 0,8%. No ano, a desvalorização é de 4,07%.
Selic
"A Selic em 7,25% com intenção de alta durante o ano já está repercutindo no mercado", afirmou o gerente da mesa de câmbio da Advanced Corretora, Celso Siqueira. "Isso é atrativo para quem está entrando (no país)", completou.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros brasileira na mínima histórica de 7,25% ao ano mas, segundo analistas, abriu espaço para aumentar a Selic no curto prazo. O mercado de juros já precificava o início do aperto monetário em abril ou maio.
Tal expectativa ganhou força após o BC afirmar, em comunicado que acompanhou a decisão sobre juros na noite de quarta-feira, que irá avaliar o cenário macroeconômico até sua próxima reunião para então definir os próximos passos da política monetária.
O maior apetite por risco nas praças financeiras internacionais também ajudou a pressionar o dólar nesta sessão após dados positivos de emprego nos Estados Unidos.
O número de novos pedidos de auxílio-desemprego no país caiu inesperadamente na semana passada, sugerindo que a maior economia do mundo está se recuperando.
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