Mato Grosso, 21 de maio de 2013
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Economia

Gestoras de recursos brasileiras tem perspectiva estável, diz Moody´s

Em 16 de julho de 2012 as 15h13

Segundo agência, fundos de previdência se tornarão mais importantes.
Desafio para as gestoras é a pressão sobre taxas de administração.

Fonte: G1

http://www.expressomt.com.br/economia-agronegocio/gestoras-de-recursos-brasileiras-tem-per-22417.html

A perspectiva da Moody’s para o setor de gestão de recursos do Brasil é estável, refletindo expectativas de que o progresso econômico do país continuará apoiando o crescimento do mercados de capitais e o setor de investimento nos próximos 12 a 18 meses, informou a Moody’s Investors Service nesta segunda-feira (16) no relatório sobre as perspectivas do setor, “Brazilian Asset Managers: Outlook Stable”.

Segundo a Moody´s, o setor de fundos de previdência deve se tornar cada vez mais importante para as gestoras de recursos brasileiras devido ao envelhecimento da população e à crescente conscientização sobre o planejamento da aposentadoria.

“Embora a atual desaceleração econômica global deverá limitar o crescimento da economia brasileira e, consequentemente, do setor local de gestão de recursos, as gestoras locais estão bem posicionadas para enfrentar os desafios atuais”, diz o analista e autor do relatório Diego Kashiwakura.

As gestoras locais têm exposição limitada a ativos estrangeiros e estão protegidas contra pressões globais devido à melhora da macroeconomia e à forte demanda doméstica do Brasil, afirma o relatório. Mas existem desafios para as gestoras de recursos brasileiras como pressões sobre as taxas de administração, que têm apresentado tendência de queda para os fundos de curto prazo, renda fixa, multimercado e ações devido à redução das taxas de juros e ao aumento da concorrência. As taxas dos fundos de renda fixa e curto prazo devem permanecer sob pressão por causa da tendência de queda das taxas de juros e da disponibilidade de produtos substitutos tais como Tesouro Direto e caderneta de poupança, diz o relatório.

O impacto dos juros baixos
As taxas de juros no Brasil continuam num nível mínimo recorde de 8% em julho de 2012, comparadas com 12,50% há um ano. “Se as taxas continuarem caindo e permanecerem baixas por um período prolongado, os retornos esperados sobre uma série de ativos diminuirão. Nesse caso, esperamos ver os investidores realocando suas carteiras de títulos do governo para instrumentos de maior risco, tais como títulos privados, títulos de crédito de curto prazo (“commercial paper”) e ações”, disse Kashiwakura.

Segundo o relatório, o impacto de taxas mais baixas já pode ser percebido, com os fundos de pensão aumentando suas alocações em títulos privados e ações afim de atingir suas metas atuariais. Os fundos de previdência no Brasil cresceram a uma taxa média anual de 49% nos últimos 10 anos, apoiados pelos benefícios fiscais proporcionados por produtos da categoria.

“O segmento de fundos de previdência deverá continuar crescendo fortemente devido ao envelhecimento da população do Brasil, aumento da renda disponível e uma crescente conscientização de poupança de longo prazo”, ressaltou Kashiwakura.



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