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O país é o maior comprador mundial da oleaginosa, mas não liberou comercialmente a tecnologia. No Brasil, já recebeu a aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), assim como para o mercado dos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Colômbia, México, Filipinas, Tailândia, Taiwan, Argentina, Japão, Coréia e União Européia (UE).
Em entrevista ao programa MT Rural, da TV Centro América em Mato Grosso, o gerente de tecnologia da Monsanto para o Centro-Oeste, Marcelo Neves, disse que de acordo com o resultado das negociações a expectativa é que a comercialização deste material possa ocorrer já na próxima safra.
"Estamos esperando o ministro chinês conceder a autorização para comercialização da Intacta na China. A expectativa é que seja breve, ainda dentro do primeiro semestre. A intenção é comercializar na próxima safra", disse Marcelo Neves. Enquanto a autorização não é conferida, a empresa mantém o plantio desta soja em mil áreas experimentais espalhadas pelo Brasil. Duzentas delas estão localizados somente em Mato Grosso.
De acordo com a companhia, a tecnologia está presente em áreas que variam de 2 a 10 hectares. A soja RR 2 Pró foi produzida para ser eficaz contra as principais lagartas da lavoura. No caso da soja, a lagarta da soja, a falsa medideira, broca das axilas, lagarta das maças. Além disso, apresenta também resistência ao herbicida glifosato.
A empresa aposta em ganhos de renda em até R$ 347 por hectare a partir da diminuição na aplicação de inseticidas (4 vezes menos) e produtividade (6,5 sacas a mais por ha). Baseada nestes fatores a companhia justifica o aumento no preço dos royalties a serem cobrados. Os gastos passam de R$ 22 por hectare (RR primeira geração) para outros R$ 115/ha na Intacta.
Produtores rurais de Mato Grosso consideram os custos exorbitantes. "Está [a tecnologia] inviabilizada nestes preços. Valores por hectare muito altos e que a Monsanto se roga no direito de cobrar na moega, que vai ser de 7,5%. Isso é exorbitante e queremos conversar comercialmente", avalia Rui Prado, presidente do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).
Colheita e destruição
Para não haver contaminação da soja já aprovada pela China, com a outra que ainda depende de aval, a Monsanto afirma que toda produção colhida nas áreas experimentais -a partir de março - será destruída.
"Toda colheita das áreas de Intacta será feita por máquinas próprias contratadas pela Monsanto e 100% dos grãos serão destruídos na própria área, para ter a certeza que nenhum grão chegará ao mercado chinês", afirma o engenheiro agrônomo Diego Bortolini, supervisor comercial da Monsanto.
Entidades do setor produtivo mato-grossense acompanham estas operações e dizem que é preciso redobrar a atenção para que o Brasil não sofra embargos comerciais. "O grão in natura não pode ir para o mercado chinês neste momento. A responsabilidade é da Monsanto e a Aprosoja vai cobrar esse posicionamento Podemos trabalhar para que essa barreira seja vencida, não contaminando toda soja brasileira", afirmou Carlos Fávaro, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho em Mato Grosso (Aprosoja/MT).
Com a destruição da soja Intacta, todos os produtores que participam dos ensaios serão indenizados.
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