A irmã da empresária Deonize Galupo, de 44 anos, disse que a vítima alertou sobre os choques na piscina de hidroginástica, antes de morrer nesta segunda-feira (17) em uma academia em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Eliane Galupo disse que não compreende a tragédia. "A gente não entende, não aceita. Foi uma morte boba. Não tem como aceitar", declarou, durante o velório nesta terça-feira (18), na capela do Cemitério Recanto da Paz, na cidade.
Testemunhas informaram que pelo menos cinco pessoas estavam na piscina junto com a vítima no momento da descarga elétrica. Conforme o Corpo de Bombeiros, Deonize e outra aluna sentiram de maneira mais forte o choque quando tocaram as barras de ferro que servem de apoio para os alunos durante a hidroginástica. A outra aluna, Ana Martinha dos Santos, de 63 anos, também desmaiou após o choque e foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas passa bem e não corre risco de morte.
Familiares de Deonize contaram que a vítima já havia comentado sobre os choques quando entrava na piscina. "Ela tinha reclamado para a família e, inclusive, para o proprietário da academia que estava levando choques na água há alguns dias e não foi tomada nenhuma providência", afirmou a irmã da aluna.
"Esse fato foi gerado devido a uma fuga de corrente elétrica de algumas instalações ao redor e, assim, foi percorrendo até chegar ao momento do incidente, na piscina", disse o tenente Wallenstein Maia. A vítima chegou a ser atendida no Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas não não resistiu e faleceu. A academia foi interditada até a realização de perícia.