Mato Grosso, 13 de Junho de 2026
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Menores estão envolvidos em 70% dos crimes em Sinop (MT), diz polícia

11.05.2013
12:45
FONTE: G1

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Na maior cidade da região norte de Mato Grosso, Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, adolescentes estão envolvidos em 70% dos crimes praticados neste ano, de acordo com levantamento da Polícia Civil. A cidade não conta com uma unidade para internar menores flagrados em crimes e, com isso, registra um aumento considerável nos casos de violência. Desde o começo do ano, apenas dois menores foram internados. Eles tiveram que ser encaminhados para o Complexo do Pomeri, em Cuiabá.

O último caso que envolveu menores e chamou a atenção da polícia ocorreu nesta última quarta-feira (7). Dois adolescentes suspeitos de cometer furtos foram flagrados dormindo em um túmulo vazio de um cemitério na cidade.

Dentro do jazigo, os policiais apreenderam vários objetos que, segundo a PM, teriam sido furtados, além de um revólver calibre 38, com munições. Entre os produtos estavam duas mochilas contendo vários carregadores de celular, capacetes e roupas. Também foi apreendida uma faca.

A dupla foi detida, mas, em seguida, acabou sendo liberada por falta de unidades para jovens em conflito com a lei na cidade. Desde o fato, um abaixo-assinado promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Sinop recolhe assinaturas da população solicitando a nomeação de 100 policiais militares para a cidade. Atualmente, apenas oito PMs são responsáveis pelas rondas em 225  bairros.

Um abaixo assinado pede ainda a construção de um Centro de Ressocialização para 200 menores. “É uma situação muito preocupante. Por isso nós engajamos nessa situação, entramos nessa briga junto com os empresários da nossa cidade. A violência virou uma rotina, porque a impunidade dos menores é muito grande’’, afirmou o presidente da entidade, Afonso  Teschima Junior.

Há cerca de um ano, um centro de ressocialização para menores está sendo  construído em anexo à cadeia feminina. A obra já passou  por reformas, mas não entrou em funcionamento.

Segundo o representante dos Direitos Humanos de Sinop, Denovam de Lima, a falta de um local para abrigar adolescentes infratores gera uma sensação de impunidade e estimula a prática de crimes.

“Cada vez mais, a preocupação das autoridades é de ter um local onde o menor possa ser recolhido e, ao mesmo tempo, ser tratado dentro das medidas previstas em lei para se recuperar, o que não está ocorrendo, mesmo com as unidades que existem hoje no estado. Se aqui em Sinop houver alguma iniciativa prática para a construção de uma unidade de recuperação do menor que seja dentro dos moldes que propicie pelo menos a recuperação de parte deles’’, afirmou o representante.

Outro lado

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), informou que o Centro Provisório de Sinop para menores está pronto e vai entrar em funcionamento nos próximos meses. A pasta também afirmou que 24 servidores concursados foram nomeados e vão tomar posse nos próximos 30 dias.

A assessoria  informou ainda que faz parte do plano de governo a construção de uma unidade definitiva. O município doou o terreno e a secretaria informou que vai ficar responsável com o projeto arquitetônico e de edificação. Porém, não há previsão para o início das obras.


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