Mato Grosso, 24 de Abril de 2017
Esportes
Amistoso mudou ideia de Tite sobre posição de Dudu na seleção brasileira
20.03.2017
08:55
FONTE: G1

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  • Dudu comemora gol da vitória da seleção brasileira sobre a Colômbia, em amistoso em janeiro
O desempenho em dois anos e três meses de Palmeiras, evidentemente, colaborou muito para que Dudu fosse chamado por Tite para substituir o lesionado Douglas Costa na Seleção. Mas os dois dias que eles passaram juntos em janeiro, para o amistoso entre Brasil x Colômbia, elucidaram dúvidas do técnico sobre o jogador.

A equipe de Tite, que começa nesta segunda-feira, em São Paulo, a se preparar para os jogos contra Uruguai (quinta-feira, em Montevidéu) e Paraguai (dia 28, na Arena Corinthians), tem formação e funções bastante definidas. Em seu 4-1-4-1, na segunda linha de quatro, o jogador aberto pela direita tem atribuições diferentes do da esquerda.

Direita: quem atua por esse setor é o responsável pela flutuação. O que é isso? É o movimento de sair da ponta e buscar espaços no meio-campo. Tite usa muito o termo “gerar superioridade”. O que significa? Que essa movimentação da direita para o meio faz o setor, considerado por ele o mais importante num time, tenha vantagem em relação ao meio-campo adversário. Jadson fazia no Corinthians-2015. Philippe Coutinho e Willian fazem na Seleção.

Esquerda: o ponta desse lado é o que Tite chama de “agudo”. É mais vertical, joga em direção ao gol, veloz, driblador, chega mais à linha de fundo do que o da direita. No Corinthians, Malcom era esse cara. Na Seleção, Neymar – que tem liberdade para percorrer o campo por se tratar do craque que é – e Douglas Costa são convocados com maior frequência.

Quando Tite incluiu Dudu na lista de jogadores que atuam no Brasil, para o amistoso contra a Colômbia, pensou no palmeirense pela direita. Por que? Porque na equipe campeã brasileira no ano passado, ele compõe tanto o lado esquerdo quanto a posição central no esquema tático 4-2-3-1. Isso levou o técnico a pensar que ele teria facilidade para flutuar.

Engano. Talvez tenha sido pela dificuldade da mudança do lado ao qual está mais habituado, mas o fato é que Dudu passou o primeiro tempo inteiro sem conseguir fazer a movimentação ofensiva que Tite esperava. Sua Seleção ficou “capenga”, com ele na direita e Robinho na esquerda, ambos jogando de maneira muito parecida, e um meio-campo frágil.

No intervalo, o treinador substituiu Robinho, lesionado, por Diego, deslocou Lucas Lima para ser o flutuador do lado direito e mandou Dudu ser agudo na esquerda. Antes que a Colômbia tocasse na bola, o palmeirense fez o gol da vitória, fechando dentro da área uma jogada construída com paciência e troca de passes.

Isso significa que Tite convocou Dudu com um pensamento em janeiro, e o devolveu ao Palmeiras, dois dias depois, com uma convicção totalmente diferente, comprovada agora com a convocação para ser reserva de Neymar, do lado esquerdo.

Taison foi seu maior concorrente
Embora haja enorme apelo nas redes sociais por Lucas Moura, do PSG, quem disputou a convocação com Dudu foi Taison, do Shakhtar Donetsk. Uma questão, primeiramente, de coerência, já que ele esteve nas outras duas vezes em que Douglas Costa também ficou fora por lesão, em setembro e outubro do ano passado.

Segundo, pela questão do lado. Taison e Lucas Moura, assim como Dudu, se enquadram no rol dos agudos, e não dos que flutuam. Mas o primeiro tem o hábito de atuar pela esquerda, enquanto o jogador do PSG costuma jogar do lado direito do campo.

Também pesou a logística. Dudu subiu a serra para se apresentar no hotel em Guarulhos, na Grande São Paulo, depois de enfrentar o Santos pelo Campeonato Paulista. Taison teria de fazer uma longa viagem da Ucrânia ao Brasil.

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