Mato Grosso, 17 de Outubro de 2019
Esportes
Análise: Corinthians não mostra evolução em amistosos e liga o alerta para a volta do Brasileirão
08.07.2019
09:26
FONTE: Globo Esporte

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  • Vagner Love e Carille conversam durante jogo do Corinthians — Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

    Vagner Love e Carille conversam durante jogo do Corinthians — Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O fim do tão esperado período de pausa para a disputa da Copa América não trouxe ao Corinthians evolução no futebol em relação ao primeiro semestre. Nos três amistosos disputados pelo time do técnico Fábio Carille sobraram erros e velhos problemas.

 

Desde a reapresentação do elenco após os dez dias de folga, em 24 de junho, alguns percalços tiraram o sossego do treinador, como os inúmeros desfalques. O meia Régis, autor de dois gols em três duelos, foi um dos poucos destaques, embora ainda desentrosado.

 

No período, o Timão perdeu para Botafogo-SP e Londrina e venceu o Vila Nova. Abaixo, o Globoesporte.com faz um levantamento de como foi o período de intertemporada do Corinthians.

 

Régis ganha sequência

 

Uma das poucas mudanças significativas do período de pausa foi a entrada do meio-campista Régis no time titular nos dois primeiros jogos e com bom desempenho no duelo contra o Londrina. Até então, no primeiro semestre, o camisa 20 tinha apenas três partidas disputadas.

 

Pouquíssimo usado em jogos oficiais, ele desbancou o equatoriano Sornoza, líder de assistências do elenco (nove passes para gol). Titular nos amistosos contra o Botafogo-SP e Vila Nova e autor do gol da vitória sobre a equipe goiana, Régis foi uma espécie de amuleto para Carille.

 

Armador de origem, o meio-campista atuou em sua posição contra o time de Ribeirão Preto, mas foi deslocado à ponta direita contra o Vila, dando a Pedrinho a missão de criar as jogadas de ataque. Ele fez, nos acréscimos, o gol da vitória sobre o os goianos depois de deixar a equipe e retornar para substituir Janderson.

 

Contra o Londrina, Régis entrou no segundo tempo e fez seu melhor jogo. Foi o único gol da partida, em chute no canto direito do goleiro.

 

 

Desfalques atrapalham os planos

 

Fábio Carille foi à sala de imprensa do Corinthians uma única vez neste período de pausa. Na entrevista, deixou clara sua insatisfação com os inúmeros desfalques. Em 28 de junho, o técnico disse que estava vendo um time "estacionado", sem poder fazer testes e encontrar variações táticas no ataque. De lá para cá, pouquíssima coisa mudou.

 

Contra o Londrina, Jadson, Ramiro, Gustagol, Michel e Everaldo seguiram fora. A dupla Everaldo e Clayson era vista como peça-chave para a evolução do time, mas não foi testada. O time seguiu chutando pouco a gol e incomodando pouco o adversário. Faltou criatividade do meio para frente. Atrás, a defesa também vacilou. O Corinthians sofreu gols em todos os jogos.

 

Na ideia da preparação física, Carille poderia deixar o time principal mais tempo em campo no último jogo. O treinador, porém, mudou todo o time entre os tempos nos três jogos – Bruno Méndez não foi trocado no intervalo contra o Botafogo-SP, mas saiu pouco depois.

 

Os desfalques no período:

 

  • Fagner e Cássio (seleção brasileira)

 

  • Renê Jr (reta final da transição física após lesão no joelho esquerdo)

 

  • Jadson (dores musculares)

 

  • Ramiro (dores na coxa direita)

 

  • Gustagol (incômodo na coxa direita)

 

  • Michel (contratura muscular na coxa direita)

 

  • Everaldo (poupado)

 

 

Mas por que a insistência por Clayson e Everaldo?

 

Na visão de Carille, são os dois jogadores capazes de darem profundidade ao time. Na prática, a profundidade ofensiva desejada pelo treinador é fazer com que o Corinthians se aproxime mais da área adversária e use melhor os espaços no ataque, principalmente pelas pontas.

 

No caso específico de Clayson e Everaldo, Carille gostaria de testá-los juntos, em constante movimentação pela esquerda. Neste cenário, Everaldo atuaria bem aberto pela ponta, com Clayson chegando mais pelo meio, jogando atrás do centroavante, chamando a atenção da marcação e podendo gerar mais chances reais de gol.

 

Vagner Love, mais pesado do que a dupla, e Mateus Vital, com características de meia, não atendem às expectativas do treinador sobre a tal profundidade. Contra o Londrina, apenas Clayson foi testado como meia. Não funcionou, já que o jogo não encaixou com Love aberto.

 

 

 

Estreantes e destaques

 

Em todos os jogos, Carille usou todos os jogadores relacionados. Contra o Botafogo-SP, foram 23. Contra o Vila Nova e Londrina, 22. Com isso, sete jogadores estrearam com a camisa do Corinthians, cinco deles das categorias de base. O volante Matheus Jesus ganhou chance, depois de ser contratado junto ao Estoril, de Portugal, por ter se destacado no Oeste no Paulistão, e foi titular contra o Londrina.

 

Se os garotos dificilmente emplacarão sequência no time de cima no segundo semestre, Matheus passa a ser opção para o meio-campo. O volante tem a possibilidade de atuar na vaga de Ralf e também na de Júnior Urso. Gabriel, recuperado após cirurgia para a correção de uma desinserção do tendão adutor da perna direita, também ganhou chances.

 

O destaque fica para Bruno Méndez. O uruguaio se firmou como boa opção para o treinador. Atuou improvisado nos três jogos na lateral direita e deu conta do recado. Não será surpresa se despontar com opção para formar a zaga ao lado de Gil em um futuro breve.

 

 

Os estreantes:

 

  • João Victor (zagueiro)

 

  • Lucas Belezi (zagueiro do sub-17)

 

  • Daniel Marcos (lateral-direito do sub-20)

 

  • Matheus Jesus (volante)

 

  • Matheus Araújo (meia do sub-17)

 

  • João Celeri (atacante do sub-20)

 

  • Igor (zagueiro do sub-23)

 

Dança das cadeiras na zaga e outras saídas

 

Um dos setores a sofrer mais modificações na pausa foi a zaga. Embora Manoel e Henrique sigam como os titulares do time, a contratação de Gil certamente tirará o sossego de um dos dois.

 

Méndez deve se tornar o reserva de Manoel no segundo semestre (ou de Gil, caso o novo contratado mude de lado), e vai brigar por posição. Afinal, Marllon foi emprestado até o final do ano ao Bahia. O volante Richard foi outro a sair, após acerto de seis meses com o Vasco. O atacante Sergio Díaz teve seu contrato rescindido.

 

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