Mato Grosso, 22 de Abril de 2019
Economia / Agronegócio
Banco do Brasil espera aumento do crédito para recuperação de APPs e áreas de Reserva Legal
28.12.2012
10:27
FONTE: AgroOlhar

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A estimativa é do gerente executivo da diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil (BB), Frederico Piauilino. Segundo ele, a indefinição em relação à nova legislação ambiental foi um dos fatores que limitou a demanda pelos recursos do programa ABC ao longo deste ano.

De acordo com dados oficiais do Ministério da Agricultura, as liberações de crédito do Programa ABC pelo BB nos primeiros cinco meses desta safra atingiram R$ 1,085 bilhão, valor 18 vezes superior aos R$ 60 milhões liberados de julho a novembro do ano passado.

Piauilino explica que uma das exigências para o acesso aos recursos do programa é a adesão aos programas estaduais de regularização ambiental, primeiro passo para obtenção do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades rurais. 

Ele lembra que o programa foi lançado a partir do compromisso de redução entre 36,1% e 38,9% das emissões de gases de efeito estufa, assumido pelo governo brasileiro nas conferências Sobre Mudanças Climáticas, promovidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Uma das principais preocupações do BB, segundo Piauilino, é evitar o "desvirtuamento" do programa, que não contempla financiamentos isolados de cultivos ou aquisição de máquinas e animais, e sim um projeto que vise à adoção de práticas que resultem na redução de gases de efeito estufa. Exemplos disso são a integração entre lavoura, pecuária e florestas, adoção do sistema de plantio direto e tratamentos de dejetos animais (biodigestores). 

O gerente garante que cada projeto é vistoriado in loco por técnicos do banco, para assegurar a instalação dos projetos, que têm financiamentos de R$ 1 milhão por CPF e prazo de até 15 anos para amortização. A taxa de juros é de 5% ao ano. O BB opera também com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO), que libera até R$ 20 milhões por CPF, com taxas de juros oscilando entre 5% a 8,5% de acordo com o porte do produtor rural. 

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