Mato Grosso, 19 de Setembro de 2018
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Boca ou nariz? Respiração no exercício deve ser ajustada pela intensidade
23.02.2018
09:05
FONTE: Turibio Barros

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A respiração é um processo que se controla de maneira involuntária. Isto significa que não precisamos pensar em como respirar mesmo durante um exercício fisco. A respiração natural se caracteriza em inspirar e expirar fazendo ar passar pelas fossas nasais, sendo assim possível proporcionar um “filtro” para o ar que vai para os pulmões.

 

As fossas nasais têm exatamente esta função, desempenhando o papel fisiológico de tentar reter as impurezas do ar que vai aos pulmões, onde ocorrem as trocas gasosas com o sangue. Respirar pelo nariz é, portanto, fisiologicamente correto. Quando existe algum tipo de problema aumentando muito a resistência à passagem do ar durante a inspiração, começa a prevalecer a entrada do ar pela boca, mesmo durante o repouso, caracterizando o quadro que leva o indivíduo a ser denominado como um “respirador bucal”.

 

Esta situação traz preocupações, podendo causar problemas ortodônticos como também originar o desagradável ronco ao dormir. Respirar pelo nariz, entretanto significa vencer uma resistência maior à passagem do ar, comparada à respiração pela boca. Quando praticamos uma atividade física, o fluxo respiratório aumenta proporcionalmente à intensidade do exercício. Até uma certa intensidade, o ajuste da respiração ainda permite que possamos continuar a inspirar pelo nariz.

 

Entretanto, quando um certo nível crítico de intensidade passa a ser atingido, a resistência à passagem do ar pelas fossas nasais começa a exigir dos músculos respiratórios um gasto de energia que torna a respiração pouco econômica. Neste momento, também de maneira involuntária, começamos a inspirar pela boca. Trata-se de um ajuste necessário para proporcionar uma adaptação à intensidade do exercício.

 

Como existe a ideia de que “respirar pela boca é errado” algumas pessoas podem tentar forçar, de maneira voluntária, a inspirar somente pelo nariz. Este é um erro que não deve ser cometido, pois vai causar uma situação que se tornará insustentável do ponto de vista de gasto de energia, tornando-se mesmo o fator responsável pela fadiga precoce.

 

Existe, portanto, um limite de intensidade de exercício para que se possa inspirar pelo nariz. Quando este limite é atingido, não se deve tentar “corrigir” a respiração tentando evitar a respiração bucal. Neste momento isto não é um erro, é uma necessidade.

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