Mato Grosso, 22 de Maio de 2019
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Bombeiros resgatam mais dois corpos na Muzema; chega a 18 o número de mortos
17.04.2019
17:01
FONTE: G1 MT

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  • Cães farejam área de escombros na Muzema — Foto: Reprodução/TV Globo

Mais dois corpos foram resgatados, nesta quarta-feira (17) pelo Corpo de Bombeiros nos escombros dos dois prédios que desabaram na comunidade da Muzema, Zona Oeste do Rio. Com isso, sobe para 18 o número de mortos na tragédia.

 

Outros dois corpos já foram localizados pelos bombeiros nos escombros.

 

Os dois corpos foram retirados do local por volta das 14h. Segundo os bombeiros, são corpos de um homem e de uma mulher.

 

Este é o sexto dia de buscas no Condomínio Figueira do Itanhangá, onde os dois prédios desabaram na sexta-feira (12). Os últimos corpos haviam sido encontrados na manhã de terça-feira (16). Entre eles havia o de uma mulher grávida.

 

Também nesta quarta-feira, um dos feridos saiu da lista de vítimas do desabamento. De acordo com a secretaria Municipal de Saúde, Raimundo Nonato se machucou ao cair na rua e não tem relação com o desabamento dos prédios.

 

 

O trabalho de busca é feito com a ajuda de cães farejadores e também com as informações dadas pelos moradores da área. Militares do Exército também auxiliam na busca.

 

Investigação

Em depoimento na delegacia, o presidente da associação de Moradores da Muzema, Marcelo Diniz, disse que não sabe quem construiu os prédios e que não há ação de milicianos na região. Ministério Público e Polícia Civil, no entanto, já investigam a ação da milícia que atua em Rio das Pedras e também controla a região da Muzema.

 

A força-tarefa formada pela 16ª DP (Barra da Tijuca) e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) procura responsabilizar criminalmente os responsáveis pelos prédios que desabaram na Muzema, causando 16 mortes na última sexta-feira (12).

 

Uma das empresas que será intimada pela delegacia é a Gaúcha New Construtora Consultoria Planejamento e Projetos LTDA, citada em uma Ação Civil Pública, conforme divulgado pelo jornal O Globo nesta quarta-feira, em que também estão envolvidos o município do Rio e a Olimpique Incorporações e Participações LTDA.

 

Na decisão da última segunda-feira (15), o desembargador Caetano Ernesto da Fonseca Costa, da 7ª Câmara Cível do TJRJ, determinou a "pronta suspensão de qualquer movimento de terras no local demarcado da ação (Condomínio Figueiras do Itanhangá), assim como impedir a realização de obra e de construções novas, ainda que a título de acréscimos a construções ali já existentes".

 

A multa para o prefeito Marcelo Crivella, caso a decisão não seja cumprida, foi estipulada no valor de R$ 10 mil por dia de descumprimento.

 

Prédios serão demolidos

A Prefeitura do Rio decidiu demolir 16 prédios do condomínio Figueiras do Itanhangá. Três deles ficam próximos aos dois prédios que desabaram. A informação foi adiantada pelo jornalista Edimilson Ávila.

 

As demolições ocorrerão após terminarem as buscas pelos sete desaparecidos que ainda estão sendo procurados pelo Corpo de Bombeiros. Outras quatro liminares estão sendo analisadas, e mais prédios podem ser demolidos.

 

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