Mato Grosso, 19 de Outubro de 2018
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Calor excessivo durante prática esportiva pode levar a hipertermia
08.10.2018
08:27
FONTE: Nabil Ghorayeb

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    Atletas profissionais como Djokovic costumam passar por situações extremas durante as competições e se refescam com gelo — Foto: Robert Deutsch / Reuters

A hipertermia é uma “doença” caracterizada pela elevação da temperatura corporal quando o organismo produz (febre) ou absorve mais calor do que consegue dissipar. Considerada uma emergência médica que necessita de tratamento de imediato para evitar complicações, inclusive risco de morte. Ela pode ser causada tanto por fatores externos, como a comum exposição ao sol, até a permanência banhos de banheira muito quentes por longo tempo ou por fatores internos, em virtude de alguma doença.

 

No esporte, os ambientes quentes são prejudiciais ao desempenho físico e à saúde dos atletas e é fundamental reconhecer os sinais e os sintomas dos problemas médicos provocados pelo calor. Para os atletas, descansar adequadamente, manter o peso corporal e os níveis ótimos de hidratação, além de um conhecimento leigo adequado dos problemas relacionados ao calor, pode reduzir bastante o risco. O nosso organismo tem mecanismos de controle da temperatura que permanecem inalterados na hipertermia, ao contrário do que ocorre na febre e as temperaturas corporais mais altas mas até os 40 °C não representam grave risco.

 

No entanto temperaturas superiores a 41 °C podem provocar os sintomas e sinais que avisam da situação grave: convulsões, confusão mental e outras complicações como a sequencia: intensa sudorese inicial seguida de severa desidratação, que deixa a pele paradoxalmente seca e sem sudorese, o que não permite a perda de calor, levando a uma hipertermia grave. A cessação de movimentos do corpo indica que a vítima deve ser hospitalizada de imediato.

 

O calor provoca em 75% das vezes cãibras e os 25% restantes uma combinação de insolação, exaustão além da perigosa hiponatremia (queda da quantidade de sódio no sangue) durante a prática esportiva. Em geral isso acontece pela ingestão excessiva apenas de água ao invés de isotônicos, e as consequências podem ser catastróficas se não forem reconhecidas e tratadas apropriadamente.

 

No tratamento rápido para controlar a hipertermia usamos o resfriamento mecânico do corpo (as piscinas de plástico e lona, comuns nas chegadas das corridas de rua), emergindo a vitima em água morna ou fria, ventilação dirigida para o paciente ou ar refrigerado, remoção das roupas, rápida infusão intravenosa de soro frio e lavagem gástrica com soro fisiológico gelado.

 

Um fato auspicioso no esporte é que temos, no Brasil, onde temperaturas muito altas podem significar maior risco de problemas médicos, um equipamento para a medida do clima do local de evento esportivo, como por exemplo, num jogo de futebol o aparelho vai analisar a temperatura, umidade, velocidade do vento, ângulo do sol e cobertura de nuvens – ele é conhecido como “wet bulb globe temperature (WBGT)” – Assim se sabe tecnicamente quando deve haver uma pausa de um jogo, para se evitar algum problema médico do calor entre jogadores, juízes e outros.

 

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