Mato Grosso, 19 de Outubro de 2019
Nacional / Internacional
Caso Mariana: laudo do IML aponta que jovem foi morta por asfixia
04.10.2019
08:40
FONTE: G1

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  • Caso Mariana: laudo do IML aponta que jovem foi morta por asfixia

    Suspeito de matar universitária Mariana Bazza, de Bariri, ajudou a jovem a trocar o pneu — Foto: TV TEM/Arquivo Pessoal

A universitária Mariana Bazza, encontrada morta depois de ficar um dia desaparecida, foi assassinada por asfixia mecânica causada por estrangulamento, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara (SP).

 

A jovem desapareceu ao sair da academia onde frequentava, em Bariri (SP), no dia 24 de setembro. Ela foi encontrada morta um dia depois em uma área de canavial em Ibitinga (SP).

 

Segundo a Polícia Civil, o laudo do IML não informa sobre abuso sexual, porém, a polícia não descarta o crime. Outros laudos foram pedidos pela polícia e ainda estão sendo elaborados em São Paulo. O resultado deve sair em até 60 dias.

 

O suspeito de matar Mariana, ajudou a universitária a trocar o pneu do carro momentos antes dela desaparecer.

 

Ele foi preso em Itapólis (SP) e está sendo indiciado por latrocínio, que é o roubo seguido de morte, por ter levado o carro da vítima. O veículo também foi encontrado em Itápolis.

 

Uma câmera de segurança da academia registrou quando o suspeito aborda Mariana para falar que o pneu estava murcho (veja abaixo).

 

Nas imagens dá para ver os dois conversando até que, o suspeito atravessa a avenida e entra em uma chácara. Mariana entra no carro e vai até o local na sequência.

 

No imóvel, o suspeito trocou o pneu do carro de Mariana. A jovem chegou a fazer uma foto dele trocando o pneu e mandou para parentes.

 

Na sequência do vídeo, o carro de Mariana deixa a chácara. A polícia diz que Rodrigo estava na direção do veículo. Ainda conforme a polícia, Rodrigo estava trabalhando como pintor no imóvel.

 

Além da foto, Mariana chegou a mandar mensagens ao namorado. O G1 teve acesso à conversa entre Mariana e Jefferson Vianna.

 

Nas mensagens pelo WhatsApp, é possível ver que a universitária avisa sobre o pneu furado, os procedimentos que estavam sendo feitos e que recebia ajuda do suspeito. Mariana e o namorado mantiveram contato até 8h36. Uma das últimas mensagens da jovem foi "terça-feira pesada".

 

Crime premeditado?

A polícia investiga se o suspeito premeditou o crime e se teria murchado o pneu do carro da jovem para forçar uma aproximação.

 

Em outro vídeo de câmera de segurança Rodrigo aparece encostado no carro da Mariana, que está estacionado próximo à academia. As imagens foram gravadas às 7h51, quando a jovem ainda estava no local.

 

O vídeo mostra que o suspeito sai da chácara, atravessa a avenida e encosta no carro de Mariana, um Gol preto. Ele fica ali por alguns minutos.

 

Em entrevista exclusiva, um vizinho da academia contou que viu o suspeito abaixado e mexendo no carro de Mariana.

 

“Eu vi que ele estava agachado no pneu do carro. Talvez murchando, sei lá, fazendo alguma coisa. Quando ele me viu até se assustou e levantou. Ele foi até o canteiro e ficou mexendo nas árvores que estão ali, meio que disfarçando a situação. Eu estava saindo para trabalhar, então fui embora”, relatou o homem, que preferiu não se identificar.

 

“Nós estamos em diligências para conseguir novas imagens e também testemunhas que possam colaborar e tirarmos essa dúvida se ele premeditou ou foi uma mera ocasionalidade”, afirma o delegado Durval Izar Neto, responsável pelas investigações.

 

Ainda segundo o delegado, inicialmente o inquérito foi aberto como latrocínio consumado, mas são apurados também estupro, homicídio e sequestro.

 

O suspeito teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizada no dia 25 de setembro. Ele negou que tenha matado Mariana e apontou a existência de outra pessoa como responsável pelo crime. No entanto, a polícia acha pouco provável que essa hipótese seja verdadeira.

 

“Ele fala de uma terceira pessoa que estaria com o veículo, porém imagens mostram que ele saiu com o veículo. E não há informações dessa terceira pessoa, não há imagens, não há testemunhas. Não vamos descartar, mas é pouco provável que exista outra pessoa envolvida.”

 

O delegado aguarda outros laudos periciais, além de informações sobre os locais por onde o suspeito passou, para concluir o inquérito e encaminhar à Justiça.

 

“Os exames vão apontar a hora da morte para podermos saber onde ela foi morta, porque existem duas possibilidades: ou ele matou a Mariana na chácara ou no local onde o corpo foi encontrado”, afirma Izar Neto.

 

Mariana foi achada morta em área de canavial em Cambaratiba, distrito de Ibitinga, cidade próxima a Bariri. Ela estava de bruços, com as mãos amarradas para trás e um tecido no pescoço.

 

A jovem foi enterrada no início da tarde de 26 de setembro, sob forte comoção, no Cemitério Municipal de Bariri.

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