Mato Grosso, 21 de Julho de 2018
Nacional / Internacional
Chuva causa alagamentos e estragos em 19 cidades de SC; dois morrem e um está desaparecido
11.01.2018
13:25
FONTE: G1

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  • enchente SC

    Bairro Rio Tavares, em Florianópolis, tem vários pontos de alagamento (Foto: Eveline Poncio/NSC TV)

A chuva causa estragos em Florianópolis e outras 18 cidades catarinenses entre a quarta-feira (10) e manhã desta quinta (11), informou a Defesa Civil estadual. Na capital, a orientação da Defesa Civil municipal é que os moradores evitem sair de casa. A cidade decretou situação de emergência. Foram registrados danos em todo o estado, principalmente em rodovias e construções, além de alagamentos e vias com trânsito intenso. Abrigos foram abertos. Uma menina e um homem de 59 anos morreram e outro homem está desaparecido.

 

Em 48 horas, o volume de chuva em Florianópolis chegou a 400 mm, ultrapassando duas vezes o previsto para o mês inteiro. O volume normal previsto para janeiro era de 190 mm.

 

Acompanhe aqui a situação ao vivo da chuva em Santa Catarina. Veja também galeria de fotos dos estragos e vídeos que mostram os principais pontos de alagamento e estragos.

 

Uma menina de 8 anos morreu e a irmã dela de 13 ficou ferida em São João Batista, na Grande Florianópolis, depois de uma árvore cair em cima do telhado da garagem na quarta. Um homem de 59 anos também morreu, segundo a Defesa Civil e a PM, após ser arrastado pela água no bairro Itacorubi. Por alagamentos, um homem de 34 anos está desaparecido desde a madrugada de quinta-feira após ter caído em um bueiro em Balneário Camboriú.

 

Ainda segundo a Defesa Civil, até as 10h44 desta quinta, 390 pessoas estavam desalojadas, mas não havia desabrigados. Ao menos 414 pessoas foram afetadas diretamente pelas chuvas, 103 residências tiveram danos.

 

Além da capital, os municípios de Imbituba, Braço do Norte, São José, São João Batista, Biguaçu, São Francisco do Sul, Penha, Itapema, Lauro Muller (pelos danos na Serra do Rio do Rastro), Porto Belo, Balneário Camboriú, Itajaí, Bombinhas, Navegantes, Taió, Camboriú, Governador Celso Ramos e Tijucas registraram problemas por causa da chuva e contam no último balanço da Defesa Civil estadual, divulgado às 10h44.

 

Capital

Em Florianópolis, diversas ruas e até garagens de prédios ficaram totalmente alagadas. Residências ficaram sem energia em alguns bairros e até o transporte coletivo registrou problemas.

 

A Prefeitura de Florianópolis estava em estado de alerta até a quarta-feira e nesta quinta decretou situação de emergência.

 

Segundo a Prefeitura de Florianópolis, a Defesa Civil está priorizando o monitoramento de áreas com mais risco e as vias públicas. Dois abrigos foram abertos, na Passarela Nego Quirido, no Centro, e na Escola Dionícia Maria da Costa, no Saco Grande.

 

Houve queda da ponte da Estrada Intendente Antônio Damasco, no bairro Ratones, e famílias ficaram ilhadas, segundo os bombeiros. Moradores precisaram de auxílio dos bombeiros também no Canto da Lagoa.

 

Na SC-406, na Barra da Lagoa, houve queda de barreira na rodovia. Por volta das 10h30, equipes da prefeitura estavam fazendo retirada de árvores e terra da pista.

 

No bairro Itacorubi, por exemplo, moradores de prédios tiveram seus carros inundados. Na Lagoa da Conceição e no Santa Mônica moradores também relataram problemas.

 

No Sul da Ilha, os ônibus do Consórcio Fênix que atendem a região não conseguiram sair das garagens por causa da água, como mostrou o Bom Dia Santa Catarina. Muitas pessoas estavam nos pontos de ônibus desde às 5h.

 

Segundo a assessoria do consórcio, por volta das 8h os motoristas já tinham conseguido sair das garagens, mas com muita dificuldade por causa da água e do trânsito e, por isso, muitas linhas estão com atraso de horários.

 

Por volta das 5h40, muitos motoristas faziam fila no acesso sul da Base Área de Florianópolis para tentar passar, já que a SC-405, no Rio Tavares, estava alagada. O trânsito na área militar foi liberado às 6h30.

 

Às 12h20 desta quinta (11), a prefeitura divulgou em uma rede social que o prefeito Gean Loureiro acertou com o comando da Base Aérea a liberação dos dois sentidos da avenida no Sul da Ilha. O trânsito será permitido dentro da Base nesta quinta, das 13h às 19h e na sexta (12), das 7h às 19h.

 

Moradores sem luz

Muitas residências também ficaram sem luz em diversos bairros da capital. Às 5h50, pelo menos 11,7 mil unidades consumidoras estavam sem energia. Às 10h40, eram 2,3 mil unidades sem luz. Segundo o gerente da divisão técnica da Grande Florianópolis da Celesc, Adriano Luz, até a noite o fornecimento de energia deve ser normalizado na maioria dos bairros, podendo ficar alguns problemas pontuais para sexta-feira.

 

“Aproveitamos para reforçar com a população o cuidado com postes indo ao chão. Os cabos podem estar energizados, não se aproximem, ligue para a Celesc no 0800 48 0196. E quando a água baixar, é importante contratar um eletricista para fazer toda revisão da parte elétrica”, explicou o engenheiro.

 

Principal acesso ao Norte da Ilha, a SC-401 registrava muita fila no sentido centro por causa de pontos de alagamentos. Um carro precisou ser empurrado por volta das 7h e complicou ainda mais a situação do trânsito.

 

Litoral Norte

Em Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, a prefeitura informou que decretou situação de emergência por causa da chuva. Segundo a NSC TV, pelo menos 50 famílias estão desabrigadas e foram para um abrigo aberto na cidade. O acesso ao município de Bombinhas, no Morro de Bombas, teve deslizamento de terra e ficou parcialmente interditado.

 

Segundo a Defesa Civil estadual, até as 10h30, os decretos de Porto Belo e de Florianópolis não tinham sido repassados ao Estado.

 

Ainda no Litoral Norte, Itapema também teve problemas. Pelo menos 60 ruas tiveram alagamentos e 1,5 mil pessoas foram afetadas pela chuva, conforme a prefeitura da cidade.

 

Acumulado de chuva

Em Florianópolis já choveu 400 mm nas últimas 48 horas, segundo a Secretaria de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina. Isso é pelo menos duas vezes o previsto para todo mês. Cidades como Penha e São Francisco do Sul também tem altos acumulados de chuva.

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