Mato Grosso, 25 de Abril de 2018
Economia / Agronegócio
Cobertura do solo no inverno pode representar uma safra melhor no verão
16.04.2018
08:28
FONTE: SulGesso

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Com a finalização da colheita de verão vem o planejamento para as lavouras de inverno, e a importância de manter o solo coberto nesta época do ano é alvo de diversos estudos e pesquisas. De acordo com os especialistas, os cuidados com o solo na estação fria, preparando a base para os próximos cultivos de verão, é a melhor forma de planejar a lavoura.

 

Dentre as principais culturas de inverno no Sul do Brasil estão o trigo, a aveia, a canola e a cevada. Além de manter a rentabilidade do negócio rural, essas culturas têm entre as suas funções garantir o solo coberto na rotação de culturas, preparando a terra para o plantio de verão. “O resíduo orgânico remanescente da cultura de verão — neste caso a palhada —, é deixado na cultura de inverno, onde parte dos nutrientes retorna à solução do solo, como, por exemplo, o potássio”, explica o engenheiro agrônomo e especialista em solo, Eduardo Silva e Silva. De acordo com o especialista, a queda de rendimento em algumas culturas pode ser causada principalmente pelo esgotamento do solo associado, na maioria dos casos, à falta de reposição dos nutrientes extraídos. Por isso, não bastaria apenas atribuir à palhada a função de reposição de nutrientes, também é preciso estar atento ao equilíbrio químico do solo via aplicação de outras fontes, como os fertilizantes – detalhe que muitos produtores ainda deixam apenas para o verão.

 

As pesquisas apontam para a carência de cálcio e enxofre nos solos da região Sul do país, o que prejudica o potencial produtivo das plantas. O sulfato de cálcio, principalmente onde há plantio direto, entra como protagonista na adubação, pois não necessita ser incorporado e possui rápida ação, podendo inclusive ser aplicado uma parte no inverno e o restante no verão, para os produtores que adotam a adubação de sistema. Segundo Silva e Silva, a importância do preparo do solo no inverno vai refletir não só na cultura em questão, mas trará resultados nas principais safras de verão. “É importante visualizar o solo como um sistema, de modo a se planejar o correto manejo, como restituição do equilíbrio entre nutrientes já no inverno, de modo a se aumentar as possibilidades de sucesso de colheita também na cultura de verão”, destaca o agrônomo, que também é diretor técnico da SulGesso, empresa catarinense que apresenta soluções em fertilizantes minerais, essenciais para atingir uma estabilidade produtiva. O sulfato de cálcio é uma das principais composições para equilibrar o solo, fornecendo cálcio e enxofre desde a raiz até a parte aérea da planta. A empresa, inclusive, tem apresentado aos produtores o SulfaCal, produto granulado à base de sulfato de cálcio, 148 vezes mais solúvel que o calcário e outros produtos à base de carbonato ou óxidos de cálcio ou magnésio.

 

Nem todos os produtores realizam esse tipo de adubação, no entanto. “Ainda há uma mentalidade de que cultura de inverno não precisa de adubação, mas o praticado em muitas regiões do RS é a adubação e nutrição do solo, cerca de 70% no inverno e 30% no verão”, enfatiza o especialista. O engenheiro agrônomo explica ainda que, ao finalizar a colheita, o recomendável é fazer uma análise de solo para saber quais nutrientes foram exportados e a quantidade a ser reposta para “alimentar” as plantas, impulsionando seu potencial produtivo. Após a análise, é importante verificar se ainda há vestígios de acidez (pH) e alumínio, porque, enquanto o alumínio tóxico estiver presente, os nutrientes colocados no solo, principalmente o fósforo, dificilmente serão disponibilizados à planta.

 

Feita a correção do solo, o próximo passo, de acordo com o engenheiro agrônomo, seria fazer o equilíbrio entre os nutrientes, ajustar níveis de cálcio, potássio, magnésio, enxofre, etc. O composto à base sulfato de cálcio tem apresentado várias soluções em um único produto: fonte de cálcio e enxofre solúveis; auxilia na descompactação do solo; enraizamento; redução do alumínio tóxico; lavoura mais resistente à seca e, consequentemente um aumento de produtividade. Ao produtor rural fica, então, a orientação: adubação no inverno para colher mais no verão.

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