Mato Grosso, 19 de Julho de 2019
Esportes
Com família nos pés, Souza chega a 50 jogos no Grêmio e revive Cariocão
14.10.2012
12:16
FONTE: G1

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Passam-se os meses, mudam-se os técnicos, trocam-se as peças. Mas algo - ou melhor, alguém - segue tão firme no time do Grêmio como o duro concreto do Olímpico. É Souza, que chega neste domingo, diante do Botafogo, ao jogo de número 50 na temporada com a camiseta tricolor. 

- E sempre fui titular - enfatiza, orgulhoso, em conversa com o GLOBOESPORTE.COM.

Souza só não começou jogando justamente na sua estreia, derrota para o São José no Gauchão, última partida de Caio Júnior, que seria demitido para o ingresso de Vanderlei Luxemburgo, no fim de fevereiro. Chegar aos 50 jogos após ter firmado contrato com campeonatos em andamento, na visão do volante de 23 anos, só valoriza ainda mais a marca:

- É gratificante, me sinto privilegiado. A gente sabe que não é fácil conseguir essa sequência numa equipe grande como a do Grêmio.

Criado em Monjolos, um distrito do município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Souza ganhou de presente uma sequência de jogos com clubes cariocas com os quais se acostumou a medir forças nos tempos de Vasco. Além do Botafogo, às 18h30m deste domingo, o Grêmio encara o Fluminense, na quarta, em confronto mais do que direto pela liderança do Brasileirão.

Nem as temporadas do lado oposto do Atlântico tolhem a boa memória de Souza. Nesse simulacro de Campeonato Carioca que terá pela frente, já adianta que não costuma perder para esses clubes. A estatística não mente. Está certo que a pesquisa mostra uma assombrosa sequência de empates de Souza contra Botafogo e Fluminense, quando vestia o alvinegro do Vasco - são cinco em nove partidas. Pelo menos, são poucas derrotas, uma para cada, mesmo número de vitórias.

- E, desde que existe o Engenhão, jamais perdi lá - reforça.

Mas a força de Souza, que o mantém tão estável no time de Luxa, não está apoiada na frieza das estatísticas. É no calor de seu lar que encontra o combustível para correr, saltar, atirar-se num carrinho, berrar contra a arbitragem ou subir na área rival em busca das redes. Em Porto Alegre, mora com a esposa Danielle, com quem é casado há dois anos. 

A rotina é corrida, viagens, treinos e concentração em quantidade superior a encontrada no Porto, de Portugal, clube que ainda detém seus direitos federativos. Aproveita cada momento ao lado dela para ir a um restaurante, assistir a um filme no cinema ou ainda reforçar a fé na igreja. Mesmo assim, nunca é suficiente. O jeito foi levar o nome da amada a campo. Gravá-lo nas chuteiras.

- É uma pequena homenagem. Ela merece - resume.

A sua Monjolos, em São Gonçalo, também merece. Está mencionada sempre em seu perfil no Twitter e o faz lembrar diariamente da família. A mãe Edenice já o visitou em duas oportunidades em Porto Alegre - e já está preparando a terceira visita, com passagens compradas e tudo, diz Souza. Antes, se encontrarão, provavelmente, no Rio de Janeiro, já que o Grêmio joga na Cidade Maravilhosa, na quarta. Será rápido, não mais que momentos frívolos no saguão do hotel. 

- Vai dar para dar um abraço - se derrete o volante de 1m88cm. - Eu tive uma criação muito boa. Minha mãe me ensinou direitinho o caminho por onde andar, como diz a Bíblia.

A Bíblia não cita, mas Souza sabe que o seu caminho para 2013 aponta para a permanência em Porto Alegre, com as cores do Grêmio. É o que ele quer. Afinal, além de plenamente adaptado, conseguiu no Olímpico, graças aos preparadores físicos Antonio Mello e Paulo Paixão, dosar os treinos e, enfim, tirar das costas o incômodo cansaço oriundo da ausência de férias - emendou as temporadas europeia e brasileira. Seu empréstimo vai até o fim dessa temporada, o que o obrigará a um processo de negociação com os cartolas portugueses. Em tese, para liberar o volante, o interessado precisará desembolsar 10 milhões de euros (R$ 26,3 milhões).  

- Minha ideia é ficar. Mas estou bem tranquilo. Não tem nada decidido. Procuro, no momento, só jogar, sei que vai dar tudo certo. Prefiro, por enquanto, esquecer o futuro. 

Até porque o presente de Souza é neste domingo, em seu Campeonato Carioca particular que pode, ao fim da quarta-feira, colocar o Grêmio mais próximo do sonho do título brasileiro.

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