Mato Grosso, 19 de Março de 2019
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Conversar sobre a insegurança e se distrair diminuem o medo de avião
28.12.2018
09:42
FONTE: R7

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    Medo pode estar ligado a não saber como funciona um avião, dizem especialistas PEXELS

Com a chegada do final do ano, é comum fazer planos para viajar. Entretanto, o medo de encarar um avião pode tornar um momento, que era para ser de relaxamento, de grande tensão.

 

De acordo com a psicóloga Cristina Borsari, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, existe a diferença entre o medo e a fobia de voar.O medo, segundo a especialista, pode ser explicado pela sensação de falta de controle e por não saber o funcionamento do avião, gerando insegurança. Esse sentimento, quando exagerado, pode se tornar uma fobia.

 

A psiquiatra Carolina Hanna Chaim, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que a fobia ocorre pelo medo persistente, acompanhado de intenso sofrimento por antecipação, ansiedade e tentativa de evitar a situação.

 

Cristina afirma que esse medo é desenvolvido tanto por não saber todos os procedimentos de controle do avião, como pelas notícias de acidentes aéreos. "Embora os aviões possam ser considerados um meio de transporte mais seguro, em números de acidentes, quando ocorrem desastres aéreos, eles são fatais, o que faz com que a pessoa se apegue a esse dado", afirma.

 

Segundo a psicóloga, o medo de avião pode ser atribuído a três tipos de pessoas: as que têm o medo de deixar e se distanciar do chão; as que têm os chamados medos decisivos, que sentem o perigo por não terem controle da situação; e as pessoas fóbicas, que colocam no objeto avião todos os temores da vida. Entre as pessoas que seriam mais afetadas por esse medo, estão as ansiosas e as que nunca viajaram de avião.

 

Carolina afirma que o medo pode estar relacionado, também, ao medo de estar em locais fechados e, para a psicanálise, simbolizaria outros medos ou traumas vividos na infância e que seriam passados de maneira inconsciente para o avião.

 

As especialistas afirmam que há casos em que medicações são preescritas, como ansiolíticos, para enfrentar uma viagem. Cristina afirma que outra maneira de encarar esse medo é viajar junto de uma pessoa que transmita segurança e que já tenha viajado, conversando e distraindo o fóbico. 

 

Outra dica oferecida pela psicóloga é de conversar com a tripulação, explicando para eles que é sua primeira vez realizando uma viagem e que está inseguro pois, atualmente, tais profissionais são treinados para oferecer assistência para os passageiros.

 

A psiquiatra afirma que, se a pessoa conseguir desviar a atenção para um livro ou para um filme, as opções podem ser usadas como distração para o medo. Carolina ressalta que o uso de bebidas alcoólicas para tentar enfrentar o problema não é recomendado, pois pode agravar os sintomas.

 

Segundo a psicóloga, existe tratamento para esses medos, que podem ser feitos por meio de terapias especiais, e a fobia pode ser controlada por meio do uso de antidepressivos, terapia e ansiolíticos. A profissional afirma que a maior dica é a de vivenciar a experiência, de maneira a adquirir conhecimento e desmistificar o medo e fortalecer respostas positivas que trariam segurança.

 

Para se preparar para a viagem, Cristina afirma que realizar exercícios respiratórios, programar roteiros da viagem e arrumar as malas, fazem com que a mente perceba que as questões positivas podem ser maiores que o medo. É recomendado também que a pessoa evite fazer leituras sobre desastres aéreos ou pesquise demais informações.

 

Familiares e amigos podem ajudar o fóbico a passar pela experiência, incentivando o tratamento terapêutico e fortalecendo pensamentos positivos. Para superar tal medo, a psicóloga afirma que o paciente deve respirar, enfretar a situação e falar sobre o medo.

 

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