Mato Grosso, 23 de Outubro de 2017
Política
Convite para chefiar campanha de Dilma 'não tem legitimidade', diz Paes
26.06.2014
05:28
FONTE: G1

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O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), esnobou o suposto convite feito por Washington Quaquá, presidente do PT-RJ, para coordenar a campanha à reeleição de Dilma Rousseff na cidade. A proposta foi noticiada nesta quarta-feira (25) pelo Jornal Extra, mas, no mesmo dia, à CBN, Paes atacou o chefe regional do partido de Dilma, embora tenha admitido que vai lutar pela continuidade da presidente no poder.

"Eu tenho convicção de que o senhor Quaquá e vários membros do partido estão preocupado com tudo nesta vida, menos com a vitória da presidenta Dilma. Ele colocaram o projeto individual, personalista deles aqui no RJ acima de qualquer interesse. Portanto, ele não tem legitimidade, tamanho, dimensão para fazer qualquer convite desse", minimizou o prefeito carioca.

O G1 entrou em contato com a assessoria de Quaquá na manhã desta quarta, mas até a publicação desta reportagem não havia recebido resposta.

A decisão de destacar Paes teria sido tomada após o pemedebista se negar a seguir companheiros de partido na aliança com o candidato a presidência Aécio Neves. A união foi divulgada na segunda-feira (23) com o anúncio de que Cesar Maia (DEM) vai concorrer a vaga ao Senado no lugar de Sérgio Cabral. Com isso, o PMDB conquistou o apoio dos democratas na cidade.

"A candidatura do ex-prefeito César Maia representa um pouco desta dissidência. Eu respeito a decisão partidária, mas certamente não serrarei fileiras com a candidatura do ex-prefeito César Maia”, disse Paes, ainda à CBN.

Um dia antes da aliança entre PMDB, PSDB e DEM ser revelada, Paes emitiu nota inconformado com a aproximação. Ele chegou a chamar a união de "bacanal eleitoral" e fez menção a outra união, anunciada um dia antes, entre PT e PSB — que lançou a candidatura de Lindbergh ao governo do estado e a de Romário para o Senado. Até membros do PSB, como Alfredo Sirkis, atacaram a aproximação. Em seu blog, ele usou o termo "suruba". Na nota, Paes repetiu o termo.

"O Partido dos Trabalhadores participou durante sete anos e tantos meses do governo Sérgio Cabral e pouquíssimo preocupado com a candidatura da presidenta Dilma, num projeto individual, numa agenda completamente distante de uma agenda nacional, resolveu aqui encerrar esta aliança", lamentou.

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