Mato Grosso, 25 de Agosto de 2019
Economia / Agronegócio
Cotonicultura: nematoides acendem o sinal de alerta em MT
19.07.2019
11:14
FONTE: IMAmt

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  • Foto: Ilustrativa

Os nematoides são vermes de solo que tradicionalmente causam danos para a cultura do algodoeiro com consideráveis perdas de produção. Na média, estima-se de 10 a 15% de perdas produção no Estado em função de Fitonematoides. Segundo especialistas, o nematoide das galhas e o reniforme são os principais problemas na cultura no Estado. Entretanto, o Aphelenchoides besseyi tem deixado os produtores rurais, em especial os de algodão, em alerta.

 

Este mesmo nematoide é responsável pela haste verde na cultura da soja e é também o agente causal do “amachamiento” do feijoeiro, na Costa Rica. Em 2015, no Brasil, foi descrito  e recebeu o nome popular de Soja Louca II.

 

O Manejo 

Manejar nematoides não é nada fácil, existem dificuldades na correta diagnose, pois por serem microscópicos, necessita-se de auxílio constante de análise laboratoriais para a identificação e quantificação desses parasitas. “O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) tem esse papel de mostrar para o produtor que ele realmente tem a incidência e o quanto de problema isso pode estar causando”, disse o pesquisador do IMAmt, Rafael Galbieri.

 

Segundo o pesquisador, medidas de controle devem ser adotadas direcionadas especificamente para as espécies presentes em uma área de manejo.

 

A presença do nematoide Aphelenchoides vem sendo constatada desde 2017 nas lavouras de algodão, e, desde então, informações estão sendo obtidas por meio de um trabalho em parceira com diferentes instituições como IMAmt, EMBRAPA, EPAMIG, Grupo Sheffer, Bom Futuro, AGROLAB, IFMT e APROSMAT.

 

“É um nematoide que sobrevive no solo, mas que causa infecção e colonização também na parte aérea da cultura. Inclusive, sua diagnose e quantificação é toda direcionada para a parte aérea da planta como folhas, caules, nós, brácteas. É um nematoide diferente, temos muito que estudar para melhor compreendê-lo e aí aferir em seu manejo, inclusive desenvolvendo produtos e sistemas que poderão auxiliar os produtores”, diz Galbieri.

 

Conforme Galbieri, hoje, infelizmente, paira a incerteza da evolução ou não do problema, já que as condições tropicais, com elevada umidade durante o ciclo da cultura, são propícias para o desenvolvimento do nematoide. “Atualmente, há presença confirmada desse nematoide parasitando o algodoeiro em praticamente todos os núcleos de produção da cultura do Estado”, disse.

 

No Congresso Brasileiro do Algodão, que será realizado em Goiânia em agosto, será discutido o tema e apresentado um panorama de sua evolução na cultura do algodoeiro em Mato Grosso. “Temos que unir esforços e informações para nos preparar para as próximas safras quanto a esse nematoide”, finaliza Galbieri, ao destacar que o congresso é uma excelente oportunidade para isso.

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