Mato Grosso, 19 de Outubro de 2019
Economia / Agronegócio
Dólar fecha em queda e vai a R$ 4,05, em meio a expectativas de corte de juros nos EUA
05.10.2019
08:20
FONTE: G1

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  • Na semana, dólar acumulou queda de 2,40%. — Foto: Reuters/Dado Ruvic

    Na semana, dólar acumulou queda de 2,40%. — Foto: Reuters/Dado Ruvic

O dólar recuou nesta sexta-feira (4), tendo como pano de fundo dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos que reforçaram apostas de mais corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) este ano.

 

A moeda norte-americana caiu 0,78%, vendida a R$ 4,0558. Na mínima, a divisa chegou a R$ 4,0529.

 

Na semana, o dólar recuou de 2,40%. Segundo o Valor Online, foi o maior tombo desde a última semana de janeiro, quando a moeda americana cedeu 2,68%. No ano, no entanto, o dólar ainda acumula alta de 4,69%.

 

Juros nos EUA

A criação de vagas nos Estados Unidos aumentou moderadamente em setembro, com a taxa de desemprego caindo para perto da mínima de 50 anos de 3,5%. Analistas esperavam mais abertura de postos de trabalho e uma taxa de desemprego levemente maior, segundo a Reuters.

 

"Em um primeiro momento, a leitura é baixista para o dólar. Há a continuidade de apostas em novos cortes de juros do Fed, que melhora a relação risco/retorno para se investir em mercados emergentes", afirmou à Reuters Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora.

 

Os investidores também repercutiram a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Nesta sexta-feira, ele deu poucos indícios sobre o futuro da política monetária dos EUA e disse que a economia norte-americana está andando apesar dos obstáculos que enfrenta.

 

Leilões de petróleo

Segundo operadores, expectativas de volta do fluxo de recursos ao país, decorrentes dos leilões de petróleo e de operações de empresas, também têm ajudado a pressionar o dólar contra o real.

 

Entre outubro e o início de novembro, o Brasil realizará três leilões de áreas de petróleo e gás, sendo dois no pré-sal, com expectativa de arrecadação superior a R$ 110 bilhões, caso todas as áreas sejam arrematadas.

 

"O mercado mensura que vai entrar bastante dólar no país, e isso reduz a necessidade de comprar do BC a preços mais pressionados", acrescentou Silva.

 

Banco Central

Nesta sessão, o Banco Central não vendeu nenhum contrato de swap reverso de oferta de até 10.500 contratos, assim como não vendeu dólares em leilão à vista, de oferta de até US$ 525 milhões, segundo a Reuters. Por outro lado, a autoridade monetária colocou todos os 10.500 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem do vencimento em dezembro de 2019.

 

 

 

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