Mato Grosso, 23 de Maio de 2019
Esportes
Emprestado pelo Rubro-Negro, goleiro participa de quadro “3 perguntas” do Esporte Espetacular
10.03.2019
14:19
FONTE: Globo Esporte

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  • Muralha

    Do céu ao inferno, Muralha volta ao Brasil e diz: "fui um pouco injustiçado" - Foto: Reprodução

No início do mês, o Coritiba confirmou a contratação do goleiro Alex Muralha. Fora dos planos do Flamengo desde que retornou do Japão, o jogador de 29 anos foi emprestado ao Coxa até o final do ano com uma cláusula no contrato que o libera na metade da temporada em caso de proposta. Neste domingo, Muralha participou do quadro “3 perguntas” do Esporte Espetacular e falou sobre algumas polêmicas que o perseguiram na conturbada passagem pela Gávea.

 

Falhas, críticas, pressão da torcida... A vida de Muralha virou um inferno, que praticamente forçou sua saída do Rubro-Negro. No início de 2018, o goleiro foi emprestado para o Albirex Niigata, na segunda divisão do futebol japonês, até o final do ano. Mas o clube, sem dinheiro em caixa, não conseguiu exercer a opção de compra ao fim do empréstimo. Em janeiro deste ano, Muralha retornou ao Flamengo, no entanto a situação do jogador seguiu indefinida até o acerto agora com o Coritiba.

 

Você se sente injustiçado?

- Um pouco. Me sinto sim um pouco injustiçado. Porque o que eu vivi dificilmente, como profissional, vi outro jogador passando por isso. Claro que eu tive meus momentos não tão bons. Mas isso já passou. Isso aí já foi. A gente está em 2019. Sei minha capacidade, sei do grande goleiro que eu sou. Mas eu me senti sim um pouco injustiçado.

 

Depois da final da Copa do Brasil mudou alguma coisa no seu treinamento de cobrança de pênaltis?

- Antes da Copa do Brasil, a gente sempre treinou, sempre treinou. Tanto que falam assim: O Muralha só pula para o lado direito! Mas eu não sou o primeiro a fazer isso. Isso é histórico. Recentemente, você pega a Copa do Mundo e acho que foi o De Gea que só pulou para o mesmo canto. É uma cultura diferente, entende? Como o Flamengo é um clube de massa, um clube que tem um peso muito grande isso acabou ficando marcado. Se tivesse dado certo, ninguém ia falar nada e iam falar: “poxa, você foi inteligente”. Então isso daí a gente vinha treinando pênalti, sempre treinou a vida toda e aquilo ali foi uma coisa que não deu certo.

 

Por que decidiu recomeçar no Brasil?

- Olha... A palavra é um pouco pesada. Já estou com 30 anos. Mas eu queria provar para mim mesmo da minha capacidade. Tenho mais 2 anos de contrato com o Flamengo, eu não seria utilizado lá. Então eu precisava ir para um outro clube para poder jogar, para eu poder me sentir bem. Porque eu sempre gostei de jogar onde quer que eu fosse. Eu vim para cá para o Coritiba. Agradeço esse clube por essa oportunidade. Eu queria dizer para os torcedores que eu vou dar minha vida por esse clube. E vamos trabalhar até o final para gente ser campeão.

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