Mato Grosso, 22 de Abril de 2019
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Exercícios durante o câncer: com supervisão, os resultados são melhores
21.01.2019
11:44
FONTE: Maria Tereza Santos

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    Pesquisadores concluem que exercícios físicos supervisionados geram melhores resultados no tratamento (Ilustração: Bia Melo/SAÚDE é Vital)

Mexer o corpo é bem-vindo tanto para a prevenção quanto para o tratamento do câncer. É isso que reforça a fisiatra Christina May Moran de Brito, coordenadora do Serviço de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “Mas o ideal é que os exercícios sejam feitos com orientação do médico e de profissionais da educação física”, avisa.

 

E não só por uma questão de segurança. Uma revisão de 66 estudos conduzida por cientistas de instituições holandesas, canadenses e australianas concluiu que a supervisão gera melhores resultados físicos e também aumento na qualidade de vida.

 

Fatores como prescrição mais exigente de atividades, acesso a feedback sobre o desempenho e atenção do professor são citados como possíveis motivos para os achados.

 

Segundo Christina, outro ponto é que o especialista pode dar apoio à medida que as necessidades surgirem no caminho. Nessa fase, amparo nunca é demais.

 

Como deve ser a supervisão do exercício contra o câncer

Na etapa do tratamento: o oncologista avalia continuamente a capacidade física e se há dor ou alterações na composição do corpo, no equilíbrio e no coração. A partir daí, ele e o profissional de educação física definem a intensidade e os tipos mais adequados de exercícios.

 

Após a remissão ou cura: “o ideal é que o paciente tenha aprendido seus limites na fase ativa do tratamento”, informa Christina. Aqui, a supervisão bem próxima ainda é necessária, mas pode ir diminuindo conforme a complexidade da doença se mostre menor.

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