Mato Grosso, 26 de Agosto de 2019
Nacional / Internacional
Expulso do PSL, Alexandre Frota subiu tom nas redes sociais contra o governo nos últimos meses
13.08.2019
13:59
FONTE: G1

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  • Foto: Michael Melo / Metropoles

    Foto: Michael Melo / Metropoles

O deputado Alexandre Frota, expulso do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (13), estava intensificando as críticas ao governo nas redes sociais nos últimos meses. Frota apagou suas redes sociais.

 

Em entrevista à revista “Época”, também nesta terça-feira, Frota afirmou que está cansado e que sai da vida digital porque “esses eleitores são da época Bolsonaro”.

 

Entre a eleição de 2018, em outubro, e a expulsão do partido, a tônica de Frota nas redes sociais mudou.

 

Veja, abaixo, uma lista com declarações do deputado em postagens desde aquela época:

 

Outubro de 2018

No dia 5, Frota apoiava o então candidato à presidência Jair Bolsonaro. Em uma postagem, ele afirmou que “está liberado votar com a camisa do Bolsonaro”. Usou também a hashtag #VemComBolsonaro17.

 

Março de 2019

Com 3 meses de governo e 1 mês de atuação dos deputados, Frota afirmou que agora era considerado “persona non grata no governo Bolsonaro”. De acordo com o deputado, o racha teria acontecido por ele “defender a prisão do [Fabrício] Queiroz”, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

 

Frota também disse que “pediu o afastamento do senador [Flávio] pra ele apenas se defender”.

 

Maio de 2019

Frota compartilhou uma entrevista que concedeu e afirmou gostar do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), mas disse que “ele também pegou carona no pai, e como pegou”.

 

Junho de 2019

Voltou a criticar o presidente Bolsonaro por conta de Fabrício Queiroz. Frota apontou que Bolsonaro estava irritado com denúncias envolvendo o presidente do PSL, Luciano Bivar.

 

“Engraçado as denúncias do Queiroz /Flávio/funcionários fantasmas/ isso não irrita o nosso Presidente ? Bolsonaro diz ser insuportável um partido assim , a gente também”, postou o deputado no Twitter.

 

No final do mês, voltou a criticar o governo, dessa vez por conta da reforma da Previdência. Frota afirmou que o governo estava “sem base” e que precisava “entender que o congresso principalmente a Câmara tem avançado nas pautas ".

 

“Não iremos jogar fora o que foi construído até agora .Hoje temos um sistema de Presidencialismo mas sem a coalizão. Então as escolhas são feitas”, disse.

 

Julho de 2019

No dia 14, compartilhou uma reportagem do G1 sobre o segundo turno da votação da Previdência, que ficaria apenas para agosto. Na ocasião, além da reportagem, comentou que “o governo Bolsonaro precisa entender que vem aí o segundo turno da Prev. e muitas outras pautas importantes”.

 

“Está na hora do Bolsonaro dar valor ao congresso e respeitar os deputados que fizeram um grande trabalho aprovando a previdência”, postou.

 

No dia 19, compartilhou uma entrevista concedida à revista “Época”, cujo título continha uma frase sua: “Bolsonaro é minha maior decepção”.

 

Na entrevista, perguntado o que achava de Jair Bolsonaro, o deputado respondeu: “Eu conheço dois Bolsonaros. O meu amigo, até o dia da eleição, e outro, presidente. Prefiro não falar mais.”

 

Agosto de 2019

Já no primeiro dia do mês, o deputado se posicionou contra a nomeação de Eduardo Bolsonaro ao cargo de embaixador nos Estados Unidos. Frota publicou um artigo assinado por ele, intitulado “Por que sou contra o Eduardo Bolsonaro em Washington”.

 

Nas redes sociais, Frota compartilhou reportagens e entrevistas suas sobre o assunto. Disse ainda que estava “torcendo muito que ele vá para os EUA e leve a turma FG Martins [Filipe Martins, assessor de assuntos internacionais da presidência], Leticia Cartel [Leticia Catani, ex-diretora da Apex] e cia.”

 

No dia 7 de agosto, o deputado se absteve na votação em segundo turno da reforma da Previdência, após ter sido retirado da vice-liderança do partido. Na ocasião, disse que o governo “não tinha necessidade mais que eu votasse naquele momento com eles”.

 

“Quando eu cheguei aqui [na Câmara], o Luciano Bivar [presidente do PSL] me informou que eu não era mais o vice-presidente do PSL e que eu estava saindo da coordenação da [reforma] Tributária, que eu tinha sido convidado por ele mesmo devido ao sucesso que tive na da Previdência. Além disso, que eu tinha perdido os meus três diretórios, inclusive o da minha cidade de Cotia”, afirmou na ocasião.

 

Frota disse que a retirada das posições tinha sido feita a pedido do presidente Bolsonaro.

 

O mal-estar culminou com a expulsão do deputado nesta terça. Ele tem propostas para compor outras legendas, como PSDB e DEM.

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