Mato Grosso, 17 de Dezembro de 2018
Mato Grosso
Família procura garota que fugiu de casa em MT para não mudar de país
18.07.2013
16:59
FONTE: Pollyana Araújo/G1 MT

IMPRIMA ESSA NOTÍCIA ENVIE PARA UM AMIGO

Uma estudante de 12 anos está desaparecida desde terça-feira (16) após fugir da casa da avó, no bairro Jardim Glória, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Alyce Soares Rodrigues saiu à noite, levando somente um aparelho de celular, que teria sido roubado e apreendido com dois rapazes pela Polícia Militar, segundo a avó da garota, Diane Maria da Silva. O sumiço já está sendo investigado pelo setor de desaparecidos da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A avó contou que a neta estava revoltada porque não queria se mudar para a Holanda, onde a mãe dela mora, e esse seria um dos motivos de ter fugido. "A mãe dela mora na Holanda e está arrumando os documentos para levá-la, mas ela não quer ir", frisou. Além disso, contou que a menina fala que quer ter liberdade e que sempre escrevia cartas dizendo que queria namorar. "Não faço ideia para onde ela foi e não estou conseguindo dormir por causa disso", afirmou.

Alyce pulou o muro do vizinho e saiu por volta das 22h. Depois disso, não foi mais vista. A avó a procurou por conta própria na região, foi nas casas das colegas dela, mas não a encontrou. Como não obteve êxito, registrou queixa na polícia e procurou o Conselho Tutelar. "As colegas não sabem para onde ela foi e acho que ela não falou para que não a encontrassemos", contou. Ela morava com a avó há aproximadamente três meses. Desde a separação dos pais, morava com uma tia paterna.

Diane contou que na noite em que a neta fugiu telefonou para o celular dela várias vezes, mas ela não atendia e, em determinado momento, um policial atendeu e disse que o celular estava com dois rapazes que tinham sido presos porque estavam armados. "Não sabemos se ela está viva ou morta", disse a avó, em desespero. Alyce cursa a 7ª série do ensino fundamental.

Uma investigadora da DHPP informou ao G1 que já foram feitas as primeiras diligências sobre o desaparecimento da criança e a única pista encontrada até agora pode estar ligada a um adolescente, que ainda deve ser levado à delegacia para prestar depoimento. "Já conversamos com ele por telefone, porque ele esteve com ela na terça-feira (16)", disse Lauriane Cristina Oliveira, que é chefe do Núcleo de Desaparecidos da Polícia Civil. 

Já o Conselho Tutelar de Várzea Grande alegou que não tem estrutura de procurar pessoas desaparecidas, mas que está ciente do sumiço da garota.

IMPRIMA ESSA NOTÍCIA ENVIE PARA UM AMIGO

NOTÍCIAS RELACIONADAS
ENVIE SEU COMENTÁRIO