Mato Grosso, 16 de Fevereiro de 2020
Nacional / Internacional
Interrupção de serviços na Santa Casa de SP surpreendeu, diz ministro
24.07.2014
14:55
FONTE: G1

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O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou nesta quinta-feira (24) que o governo federal ficou surpreso com o anúncio da interrupção dos serviços de urgência e emergência do pronto-socorro da Santa Casa de São Paulo no começo desta semana. Os atendimentos, que ficaram por mais de um dia suspensos por falta de recursos, foram retomados na noite de quarta (23).

“Para nós [governo federal], foi uma grande surpresa [a interrupção dos serviços de urgência e emergência], porque estou aqui no ministério [da Saúde] desde 2 de fevereiro e, em nenhum momento, o provedor da Santa Casa ou o secretário de Saúde do estado nos procuraram para falar sobre o tema”, alegou Chioro, durante uma entrevista coletiva, em Brasília.

A instituição diz ser o maior centro médico filantrópico da América Latina com 8 mil atendimentos diários em todas as suas unidades. Conforme a administração da Santa Casa paulistana, os custos mensais do hospital são maiores que os recursos repassados pelo poder público.

A diferença entre despesas e receitas, ressaltaram os gestores da instituição de saúde, geraram dificuldades financeiras e consequente impossibilidade de o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o titulal da Saúde, o governo federal foi comunicado sobre a suspensão das atividades do pronto-socorro apenas uma hora antes da medida ser efetivada.

O governo federal, prometeu o ministro, apoiará as ações do Palácio dos Bandeirantes para solucionar os problemas financeiros da Santa Casa. De acordo com Chioro, o Ministério da Saúde enviará a São Paulo um técnico para integrar a comissão criada para avaliar as contas da instituição de saúde e propor soluções.

“Nós queremos entender o que aconteceu, porque o governo federal repassa R$ 25,2 milhões por mês para a Santa Casa de São Paulo e não atrasamos essa transferência em um dia. Estamos mandando recursos”, enfatizou.

O ministro não quis apontar responsáveis pela suspensão dos serviços de urgência e emergência da Santa Casa paulistana. “É preciso entender melhor essa crise, saber quais são as dificuldades, se há problema de gestão, se o contrato está desalinhado e o que é possível fazer”, observou Chioro.

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