Mato Grosso, 20 de Julho de 2019
Mato Grosso
Justiça decreta prisão preventiva de homem suspeito de matar e enterrar namorada e ex-mulher há quase 6 anos e
15.05.2019
10:02
FONTE: G1 MT

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  • Benildes e Talissa foram mortas e enterradas na casa do suspeito — Foto: Divulgação
  • Escavações são feitas para a retirada dos restos mortais das vítimas — Foto: Polícia Civil-MT/ Assessoria
  • Adilson Pinto da Fonseca, 48 anos, foi preso preventivamente — Foto: Polícia Civil-MT/ Divulgação

Justiça decretou, nesta terça-feira (14), a prisão preventiva de Adilson Pinto da Fonseca, 48 anos, suspeito de matar a namorada Talissa de Oliveira Ormond, 22 anos, e a ex-mulher Benildes Batista de Almeida, 39 anos. Ele estava preso desde segunda-feira (13), mas teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, após audiência de custódia.

 

A prisão ocorreu depois que a polícia localizou os corpos das vítimas enterrados no quintal da casa de Adilson, no Bairro Nova Conquista, em Cuiabá. O crimes foram cometidos em julho e dezembro de 2013, respectivamente.

 

Talissa e Benildes eram consideradas desaparecidas desde 2013. E a polícia investigava o caso. Por meio de uma denúncia, os investigadores receberam a informação de onde um dos corpos poderia estar enterrado.

 

Depois que uma ossada foi encontrada, ma segunda-feira, o suspeito confessou ter assassinado as duas vítimas e apontou onde teria enterrado a segunda vítima.

 

Entretanto, mesmo com a ajuda do Corpo de Bombeiros com um cão farejador, Águas Cuiabá e também de um professor de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), não foi possível localizar a segunda vítima no mesmo dia.

 

As buscas foram suspensas e retomadas na manhã desta terça-feira. Os ossos que seriam de Benildes foram localizados a três metros de profundidade no mesmo local onde foram encontrados os restos mortais da outra mulher, enterrados na calçada externa da casa, que pertence o suspeito.

 

 Preso, o suspeito alegou que matou as vítimas por ciúmes, mediante discussões ocasionais. Em princípio, ele foi preso por ocultação de cadáver, mas deve ser indiciado por homicídio qualificado.

 

 Desaparecimento

A vítima Talissa de Oliveira Ormond, 22 anos, teve o desaparecimento comunicado em 8 julho de 2013, cerca de quatro dias depois de sumir. A mãe da moça contou que ela tinha saído para trabalhar em uma empresa de telefonia e não mais deu notícias. Na empresa, a chefe da vítima informou à mãe que naquele dia ela tinha trabalhado o dia todo e quando saiu havia um rapaz moreno em uma motocicleta a espera dela. Mas ninguém a viu sair com ele. No dia seguinte, a vítima teria ligado na empresa pedindo socorro. Depois não deu mais notícias.

 

Benildes morava na cidade de Asturia, na Espanha, e tinha voltado ao Brasil, onde passou cinco meses com a família. A filha dela entrou em contato com a Polícia Federal, que não identificou que ela havia saído do Brasil. Ela era mulher do suspeito.

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