Mato Grosso, 22 de Novembro de 2017
Variedades
Não, gente, camisinha não existe só para evitar gravidez
12.09.2017
09:39
FONTE: Giovana Feix

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O clipe mais recente da drag queen e cantora Pabllo Vittar, “Corpo Sensual”, estava sendo bastante aguardado pelos fãs. Depois de seu lançamento na última quarta-feira (6), porém, um elemento do vídeo acabou ofuscando a própria artista: a aparição de uma simples camisinha.

 

A “participação especial” do preservativo é fruto de uma parceria entre Pabllo e o Ministério da Saúde. Aliás, a cantora também protagonizou um vídeo institucional que chama a atenção para a importância da camisinha dentro de uma vida sexual saudável.

 

Acontece que, no Youtube, alguns comentários abaixo do vídeo demonstraram que campanhas educativas sobre o assunto ainda são muito, mas muito necessárias: “Essa camisinha é de enfeite, né?”, questiona um deles. “Para que camisinha se a Pabllo Vittar não engravida?”, diz outro.

 

Que me perdoem os teimosos, mas camisinha é fundamental

 

Para muita gente, ela pode parecer uma espécie de incômodo. A camisinha, no entanto, segue como um dos métodos mais seguros para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs. É o caso de sífilis, clamídia e gonorreia.

 

Um levantamento realizado 2013 pela Gentis Panel, empresa especializada em pesquisas de mercado, indicam que mais de 50% dos brasileiros nunca ou raramente usam preservativos. Dá para acreditar? Além disso, 10% dos entrevistados alegaram utilizar camisinha às vezes. Apenas 37% relataram se proteger sempre ou frequentemente.

 

Já a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira, realizada em 2015, mostrou que 54% dos brasileiros usavam camisinha. Não mais do que isso.

 

Os números são preocupantes, principalmente devido ao boom de DSTs que presenciamos atualmente. De 2007 a 2013, por exemplo, dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo apontam um crescimento de 603% nas ocorrências de sífilis causadas por relação sexual. Em outros estados, esse crescimento também foi notável: no Acre, chegou 96,1%; em Pernambuco, 94,4% e no Paraná, 63,1%.

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