Mato Grosso, 17 de Dezembro de 2018
Economia / Agronegócio
Nova loja on-line brasileira ajuda na importação de produtos dos EUA
31.07.2012
09:21
FONTE: G1

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  • Guilherme Bastos e Hélcio Nobre, executivos da Dabee

As viagens de volta ao Brasil a partir dos Estados Unidos sempre eram seguidas por pedidos de compras para familiares, segundo Guilherme Bastos, que trabalhou no eBay durante 8 anos. "Era aquele terror na semana anterior da volta ao Brasil”, lembra. Tentando resolver o problema, Bastos ajudou a fundar no Brasil a Dabee, uma loja social que tem o objetivo de ajudar na importação de produtos de fora.

Bastos explica que, na Dabee, o usuário descobre produtos de fora do país e os disponibiliza em 'colmeias'. Se alguém quiser comprar, a loja apresenta o preço final do item (incluindo taxas de importação e frete) e facilita a logística da chegada do produto ao Brasil. O pagamento poderá ser parcelado em até 12 vezes, no cartão nacional, afirma o executivo, que é o CEO da empresa.

Os usuários podem pedir produtos dos Estados Unidos, onde a Dabee tem dois armazéns, de alguns países da Europa e da Austrália. “A gente faz o pedido, recebe o produto no nosso depósito, com a ajuda de empresas de logística, e o envia para o Brasil”, conta Bastos. Antes do envio do produto ao país, o executivo afirma que a empresa confere os documentos necessários para não haver problemas na alfândega.

“A gente faz a documentação da importação antes da saída do produto e temos bastante experiência nisso”, conta Hélcio Nobre, responsável pelas operações da companhia. “Quando o produto chega ao armazém, a gente se certifica de que não haverá problemas.”

O mercado de compras que tem consumidores em um país e vendedores em outro já chega a US$ 80 bilhões, contam os executivos da Dabee. “Apesar de todas as barreiras, é um mercado gigantesco”, disse Nobre.

De cada pedido, a companhia fica com uma taxa que vai de 10% a 15% do valor. A Dabee também recebeu dinheiro de investidores anjo e uma empresa de capital de risco, mas não revela o valor.

A possível chegada da Amazon ao mercado brasileiro não é vista como uma ameaça pelos executivos. “A gente vê o que aconteceu com o Walmart, que criou um estoque local, do que é vendido aqui”, conta o CEO da Dabee. “Não há muito impacto no nosso negócios, mas é bom para nós que as pessoas se acostumem a comprar on-line.”


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