Mato Grosso, 25 de Abril de 2018
Esportes
Portador de limitação física mostra superação na Corrida da Água
15.04.2018
21:47
FONTE: ExpressoMT

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  • Cristiano Souza

    Cristiano foi vítima de um acidente de trânsito que quase custou-lhe a vida, mas descobriu satisfação no esporte. (Foto: ExpressoMT)

Durante a realização da Corrida da Água neste domingo (15), uma pessoa chamou a atenção entre a multidão. Vítima de um acidente automobilistico há dois anos, Cristiano Soares de Souza é um exemplo de superação. O rapaz teve que amputar o pé esquerdo, ficou com problemas no quadril e teve que ser afastado de seu trabalho. Pra piorar, meses após o acidente ele desenvolveu quadro depressivo. Cristiano deu a volta por cima e mostrou garra para completar o percurso de 5 quilômetros da Corrida da Água.

 

Cristiano é natural do Ceará e mudou para Lucas do Rio Verde há pouco mais de três anos. Durante um período de férias em seu estado natal, o rapaz foi vítima de um acidente de trânsito que quase custou-lhe a vida. Durante sua recuperação, descobriu a depressão e passou a lutar contra essa condição. Sob indicação de amigos, procurou em sites especializados e descobriu que poderia praticar esportes. O seu preferido era o futebol, mas acabou envolvido com a corrida. “Eu vi que poderia começar na cadeira de rodas, nas primeiras corridas. Daí fui aperfeiçoando, treinando, me esforçando, até que pudesse correr usando apenas as muletas, sem cadeira de rodas, sem ajuda de ninguém”, explicou.

 

A transição de cadeira de rodas para as muletas não foi um problema para Cristiano. E foi aí que ele começou a demonstrar a superação de sua limitação física. Em pouco tempo,apenas três dias, ele deixou de lado a cadeira de rodas. “O primeiro dia fui de cadeira de rodas. Eu não gostei. No segundo dia fui metade (do percurso) de cadeira de rodas e metade de muleta. No terceiro eu larguei a cadeira de rodas e fui só de muleta. Agora acostumei”, comentou o paratleta.

 

Durante a corrida, Cristiano encarou trechos complicados, como os de subida, que exigem mais preparação física dos atletas. “Eu tenho que me esforçar mais pra poder subir, canso muito, exausta mais ainda”, relatou Cristiano, que alternou corridas e caminhada nesses trechos. Ao final dos 5 km, ele comemorou a marca de 42”35.

 

Ao ser questionado sobre a luta contra a depressão, Cristiano afirma que venceu esse obstáculo e que ficou muito feliz em concluir mais uma prova esportiva. “Que isso sirva de incentivo às pessoas, para lutar e ser alguém na vida”, resumiu, assinalando que antes do acidente sonhava em ser jogador de futebol. “Não desisti de sonhar, mas mudei foco, o caminho, que agora é competir, participar de outras provas, competir em outros Estados e até países”, completou, dando mostras que os sonhos podem motivar e transformar histórias de vida.

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