Mato Grosso, 09 de Dezembro de 2019
Economia / Agronegócio
Preço do boi gordo atinge novo recorde e vai a R$ 231,35, aponta Cepea
02.12.2019
07:47
FONTE: Canal Rural

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  • Essa disparada nos preços do boi gordo acontece principalmente pela demanda aquecida pela carne bovina brasileira - Foto: Divulgação

    Essa disparada nos preços do boi gordo acontece principalmente pela demanda aquecida pela carne bovina brasileira - Foto: Divulgação

Os preços da arroba do boi gordo atingiram um novo recorde no fechamento da sexta-feira, 29. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o valor fechou a R$ 213,35. Até então, o maior valor tinha sido registrado na quarta-feira, 27, quando a arroba do animal havia chegado a R$ 231. No acumulado de novembro, o indicador do boi gordo Esalq/ B3 teve alta de 35,5%, ou de R$ 61,80.

 

Essa disparada nos preços acontece principalmente pela demanda aquecida pela carne bovina brasileira. A China, um dos maiores importadores do nosso produto, passa por um surto de peste suína africana que já dizimou cerca de 40% do plantel de suínos. Com isso, o país asiático tem procurado outros tipos de proteínas.

 

Outro motivo da alta é a pouca oferta de animais no mercado. Isso acontece porque no passado, muitas vacas foram abatidas. Sem fêmeas, não há bezerros e consequentemente boi gordo no futuro. 

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta, inclusive, para uma possibilidade de aumento no número de abates de vacas neste momento. Com essa dificuldade de os frigoríficos encontrarem boi gordo disponível no mercado, o pecuarista pode ser estimulado a descartar as fêmeas. O fato pode fazer com que os preços do leite subam já no próximo ano, diz a entidade.

 

Por fim, a demanda mais aquecida de fim de ano pode ser indicada como outro motivo da alta do boi gordo. Normalmente nesta época a população está mais capitalizada por conta do pagamento do 13º salário e a demanda por carne bovina aumenta.

 

Apesar dessa alta, a Scot Consultoria já alertou os pecuaristas que janeiro seria o mês da “ressaca” da carne. Para a empresa, o mês é marcado por grandes despesas ao consumidor, como pagamentos de impostos, de materiais escolares e outros. Isso poderia fazer com que a demanda caísse.

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