Mato Grosso, 18 de Setembro de 2019
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Preconceito contra idosos pode ser combatido com educação
11.07.2019
15:33
FONTE: G1

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  • Karl Pillemer, professor de desenvolvimento humano e gerontologia na Universidade de Cornell

    — Foto: Divulgação / Cornell University

Pesquisadores da universidade norte-americana de Cornell mostraram, pela primeira vez, que é possível combater estereótipos e atitudes preconceituosas contra os mais velhos através da educação e de um maior contato entre as gerações. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o chamado “ageísmo” – que vem do inglês age, que significa idade – é o preconceito mais “normalizado” no mundo, como se fosse uma coisa natural. Enquanto a luta contra o racismo e o sexismo já ganhou alcance mundial, o mesmo não acontece com esse tipo de comportamento deplorável em relação aos idosos.

 

Segundo os estudiosos, programas que incentivem a interação intergeracional, combinados com educação sobre o que é o envelhecimento e a desmistificação de estereótipos, são os mais eficientes para obter resultados positivos. “O mais surpreendente foi constatar como esses programas funcionaram bem”, disse Karl Pillemer, professor de desenvolvimento humano e gerontologia na Universidade de Cornell. “Quando as pessoas aprendem sobre o envelhecimento, e como este é um processo natural que abrange toda a humanidade, se tornam menos negativas em relação à questão e mais à vontade para interagir com idosos”, acrescentou.

 

As agressões têm um espectro amplo: vão de piadas depreciativas em filmes à discriminação no ambiente de trabalho, passando por médicos que não dão a devida atenção a pacientes mais velhos, levando a diagnósticos equivocados. Os efeitos negativos se manifestam na saúde física e mental dos idosos – o que pode custar 7.5 anos a menos de vida nos que experimentam uma carga severa de preconceito.

 

Os pesquisadores analisaram 63 estudos, conduzidos entre 1976 e 2018, com cerca de 6 mil participantes. As abordagens dos programas para lidar com o problema foram divididas em três tipos: educação, convívio intergeracional e uma combinação de ambos. As mais bem-sucedidas eram a do último tipo e, segundo o professor Pillemer, são de baixo custo e de fácil implementação. Os grupos mais positivamente impactados foram os compostos por mulheres, adolescentes e jovens adultos. O trabalho foi publicado no “American Journal of Public Health” e a OMS vai utilizar o levantamento como base para um relatório global com o objetivo de nortear estratégias de combate ao preconceito.

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