Mato Grosso, 19 de Fevereiro de 2018
Mato Grosso
Prefeito diz que está sendo ameaçado e anda escoltado desde incêndio que destruiu prédio da prefeitura em MT
14.02.2018
16:11
FONTE: G1 MT/Lislaine dos Anjos

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  • prefeitura incendiada

    Dois homens invadiram a sede do Executivo municipal, renderam o vigilante e atearam fogo na estrutura (Foto: Rogério Pereira de Melo/ Prefeitura de Nova Bandeirantes-MT)

 

O prefeito de Nova Bandeirantes, a 980 km de Cuiabá, Valdir Pereira dos Santos (PSB), disse que está sendo ameaçado e anda apenas sob escolta de seguranças desde que a sede da prefeitura foi incendiada, em outubro do ano passado.

 

Na ocasião, a sede da administração municipal foi destruída, após dois homens renderem o vigilante do prédio e atearem fogo no local. Os criminosos não roubaram nada do local e os únicos documentos que sobraram foram de arquivos antigos do município, uma vez que o fogo foi contido antes desses documentos serem atingidos.

 

Ao G1, Valdir disse não ter recebido ameaça direta, mas relata que estranhos já fizeram “rondas” pela casa dele desde o incêndio e que teve acesso a áudios em que “bandidos ameaçam a vida dele e a dos seus familiares”.

 

“Nos áudios, eles falam que eu tenho família, filhos, netos, ameaçando-os. Eu ando com seguranças, há guardas na minha casa e vai continuar assim enquanto não solucionarem esse crime. Já se passaram cinco meses e eu acredito que a polícia e a Justiça já tiveram tempo para apontar os envolvidos”, disse.

 

O prefeito afirma já ter procurado o governador Pedro Taques (PSDB) e o secretário estadual de Segurança Pública (Sesp), Gustavo Garcia, para cobrar celeridade nas investigações. Ele alega que o medo de que possa sofrer algum atentado aumentou em dezembro passado, após o então prefeito de Colniza, a a 1.065 km da capital, Esvandir Antônio Mendes (PSB), de 61 anos, ser assassinado a tiros.

 

“O clima está insustentável e, depois do que aconteceu em Colniza, fiquei ainda mais preocupado”, afirmou.

 

Incêndio e operação

O incêndio ocorreu no dia 2 de outubro, menos de duas semanas após a prefeitura ser alvo da Operação “Loki”, deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) para apurar supostas fraudes, desvio de dinheiro e pagamentos ilegais.

 

A fraude, segundo a Defaz, contaria com a participação de prestadores de serviços, funcionários públicos municipais e do atual prefeito de Nova Bandeirantes. O prefeito nega o envolvimento nas fraudes apuradas e qualquer ligação com o incêndio na sede da administração.

 

“Não tenho envolvimento em nada, tanto é que cobro celeridade nas investigações. Se alguém fez algo errado, que pague. Acho que quando desvendar [que ateou] o fogo, descobrem o resto [referente à operação]. Os arquivos recentes foram perdidos, mas boa parte a Defaz já tinha levado e os arquivos antigos não foram perdidos”, afirmou.

 

Reforma

Desde o incêndio, a prefeitura tem funcionado em um prédio alugado em frente a antiga sede. Segundo o prefeito, há um projeto de reforma em finalização na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e ele aguarda para poder construir um novo prédio, no mesmo lugar.

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