Mato Grosso, 19 de Setembro de 2018
Mato Grosso
Presidente da 'CPI do Paletó' diz que vai a Brasília pedir acesso à delação de ex-governador de MT
13.03.2018
07:41
FONTE: G1 MT

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  • Vereador Marcelo Bussiki (PSB) votou contra o fim da CPI (Foto: Secom/Câmara de Cuiabá)

    Vereador Marcelo Bussiki (PSB) votou contra o fim da CPI (Foto: Secom/Câmara de Cuiabá)

O presidente da CPI do Paletó, vereador Marcelo Bussiki (PSB), irá a Brasília pedir o compartilhamento das provas da delação feita pelo ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (MDB), que apontam o suposto pagamento de propina ao prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), quando ele ocupava o cargo de deputado estadual. Emanuel nega as acusações.

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito foi montada para investigar a conduta do prefeito, após ele aparecer em vídeo recebendo dinheiro vivo das mãos de Sílvio Cézar Corrêa, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, que também fez acordo de delação premiada. A CPI foi encerrada 71 dias antes do prazo previsto e o presidente aponta "manobra" de parlamentares para defender o prefeito.

 

Bussiki deverá participar de reuniões no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Procuradoria Geral da República (PGR), em companhia do procurador-geral de Justiça Mauro Curvo. Eles devem pedir o compartilhamento do conteúdo das provas que já existem e da própria delação do ex-governador e sua família, além das provas apresentadas por Silvio Corrêa.

 

Segundo o vereador, o objetivo é subsidiar o relatório paralelo que será feito por ele, após os vereadores Adevair Cabral (PSDB) - que é relator da CPI - e Mário Nadaf (PV) aprovarem, na última sexta-feira (9), o requerimento do presidente da Câmara de Vereadores, Justino Malheiros, para pôr fim à fase de oitivas da CPI do Paletó.

 

Fim da CPI

A CPI foi encerrada sem ouvir o prefeito de Cuiabá e o irmão dele, Marco Polo Pinheiro, citado pela defesa do prefeito para explicar porque ele apareceu recebendo o dinheiro quando ainda era deputado estadual, recebendo maços de dinheiro e colocando no paletó. O montante, segundo a defesa, seria referente a uma dívida por pesquisas feitas pela empresa de Marco Polo.

 

Apenas o ex-governador Silval Barbosa, o ex-chefe de gabinete dele, Sílvio Corrêa, o ex-secretário de Indústria e Comércio, Alan Zanatta, e o servidor da Assembleia Legislativa, Valdecir Cardoso, foram ouvidos na CPI. Outros nove requerimentos para oitivas e produção de provas foram indeferidos.

 

Dinheiro de propina

À CPI, o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (MDB), Sílvio César Corrêa, disse que o dinheiro que Emanuel Pinheiro aparece recebendo em vídeo é de propina. Emanuel nega ter sido beneficiado com esquema de propina no governo.

 

Em depoimento na Câmara de Cuiabá, Silval Barbosa também afirmou que o dinheiro era de propina. Segundo ele, o dinheiro foi entregue como parte de um acordo para aprovação de obras e projetos da Copa do Mundo de 2014, MT Integrado e outros programas do governo.

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