Mato Grosso, 17 de Dezembro de 2017
Esportes
Presidente da FIA se diz "muito surpreso" com repercussão negativa do Halo
07.12.2017
09:03
FONTE: G1

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    Jean Todt, presidente da FIA (Foto: AP )

São dois os pontos do regulamento que mais tem acalorado as discussões em torno da temporada 2018 da Fórmula 1: a introdução do Halo e a redução do número limite de motores de quatro para três por ano para cada piloto.

 

E em entrevista no evento que lançou o Hall da Fama da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), o presidente da entidade, Jean Todt, comentou sobre as duas questões. Sobre o Halo, se disse surpreso pelas repercussões negativas.

 

- Estou muito surpreso. Para mim, o Halo é uma pequena mudança, mas que pode ter um grande impacto em segurança. Tenho que admitir que estou fascinado pela quantidade de coisas que ouvi sobre o Halo na F1, o que é normal, tendo em vista que sempre tentamos progredir em segurança nas categorias de monoposto. Entendo que pelo fato de a F1 ser o auge do automobilismo, a imprensa sempre se manifesta mais. Porém, a peça será introduzida em outras categorias e ninguém falou nada. Para mim, a coisa mais essencial é dar mais segurança aos pilotos. Agora é com os engenheiros. E até agora, o Halo para eles foi a melhor opção das três que surgiram. Infelizmente, não é à prova de balas. O automobilismo hoje é mais seguro do que era, mas ainda é perigoso. O que pudermos fazer para trazer mais segurança para os pilotos, nós faremos - afirma Todt.

 

Em seguida, o francês falou sobre a questão do número limite de motores, sendo taxativo de que, para a próxima temporada, não há o que ser feito. Cada piloto, então, terá apenas três motores por temporada a partir de 2018.

 

- É algo que já foi decidido. Para voltarmos ao limite de quatro, precisaríamos de aprovação unânime. E isso não acontecerá, então serão três motores.

 

A medida serve para ajudar times com menor orçamento a terem chance de competir contra as equipes de fábrica, que possuem muito mais verba. O chefe da RBR, Christian Horner, um dos maiores críticos da regra, afirma que apesar da boa intenção, a o limite de motores teve efeito contrário, já que os times estão gastando cada vez mais para fazer peças mais duráveis. Horner também aponta a preocupação de que um campeonato possa ser decidido através de punições das posições no grid de largada.

 

- Não acho fácil encontrar uma solução. Mas se não fizermos nada, será mais caro comprar motores. Não seria problema algum para nós tirar o limite, mas seria um problema para os competidores. E aí temos que aplicar punições.

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