Mato Grosso, 23 de Outubro de 2017
Mato Grosso
Presidente de Associação de Itambiquara: só atual gestão tem legitimidade para representar a comunidade
12.10.2017
15:00
FONTE: ExpressoMT

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  • presidente Itambiquara

    Presidente da Associação de Moradores falou sobre a polêmica instalação de Sistema de Abastecimento de Água ao lado do diretor do SAAE (ExpressoMT)

A presidente da Associação de Moradores da Comunidade Itambiquara, em Lucas do Rio Verde, contestou ontem, em entrevista à imprensa, a legitimidade assumida por um ex-presidente da entidade em representar a comunidade em assuntos de interesse coletivo. Raquel Scheck participou de coletiva com o diretor do SAAE, Raimundo Dantas, para dar detalhes sobre o processo de melhorias para o abastecimento de água no Itambiquara.

 

As declarações de Raquel foram motivadas por uma entrevista coletiva do ex-presidente da Comunidade de Itambiquara, José Matosinho. Ele conversou com a imprensa na tarde de terça-feira e expôs uma situação que estaria preocupando os moradores. Segundo ele, a comunidade chegou a elaborar um manifesto, com a coleta de assinaturas pedindo providencias em situações referentes ao abastecimento de água e energia. Distante cerca de 32 km da área urbana do município, Matosinho diz que a Itambiquara conta atualmente com aproximadamente 30 famílias.

 

Na entrevista cedida na Câmara de Vereadores, Matosinho afirmou que o problema relacionado a falta de água é antigo e revelou que esteve na comunidade no domingo e conferiu que o problema persiste. “Cheguei lá e fui vendo que não tinha água. Já me cobraram que desde sábado não tinha água. Fui ver a caixa d’água e realmente não tinha água. Fiquei sabendo que teve gente que não conseguiu nem fazer almoço”, contou, revelando que algumas pessoas se viram obrigadas a buscar água no rio para atender as necessidades básicas.

 

Segundo ele, recentemente os moradores foram informados que em setembro o problema estaria solucionado, o que não ocorreu.

 

Na última segunda-feira (09), durante a sessão ordinária da Câmara Municipal, o assunto foi abordado pelo presidente da Câmara de Vereadores, Jiloir Augusto Pelicioli, o Mano da Saúde, que cobrou providências para atender as demandas da Comunidade de Itambiquara. 

 

Raquel diz não entender o que motivou o ex-presidente da comunidade a se pronunciar como representante legal da entidade. Moradora de Itambiquara há 29 anos, Raquel argumenta que antes de assumir o mandato, há três meses, procurou não atrapalhar o trabalho dos ex-presidentes, respeitando a representatividade atribuída a eles pela comunidade. “Eu vim pra deixar claro que qualquer outra pessoa falando em nome da comunidade não tem autorização, nenhuma legitimidade, não pode falar em nome da população, somente em nome de si mesmo”, pontuou.

 

Sobre a questão relacionada a falta de água, Raquel informou que o poço que abastece a comunidade é antigo e que por questões atribuídas a boicote, parou de funcionar em algumas ocasiões. “A gente desconfia de pessoas, mas não tem como provar, que estão mexendo no poço, isso já foi comprovado por um eletricista”, relatou, dizendo que até então a diretoria não cogitava tomar medidas como o registro de boletim de ocorrência. O caso relatado por Raquel ocorreu no domingo e na noite de terça-feira novamente faltou energia para abastecer o poço. “Foi desligado por alguém, pra novamente ficar sem água”.

 

A presidente espera que a partir dos investimentos que o SAAE fará na localidade, o acesso de pessoas ao controle de abastecimento seja restrito. 

 

De acordo com Dantas, o investimento a ser feito na Comunidade Itambiquara é de aproximadamente R$ 180 mil. Ele disse que a postura do ex-presidente e de vereadores em nada colabora para o andamento da obra que pode ser acompanhada através do site do Geobras (Tribunal de Contas do Estado). O diretor do SAAE explicou que a obra realizada com o aval da Funasa segue dentro de um cronograma que não previa, inicialmente, alguns itens como postes de concreto para reforçamento da rede elétrica, que tiveram que ser licitados. “Temos prazo até o final do ano e estamos dentro do prazo. Estamos fazendo com transparência, com projetos para atender a legislação”, explicou, ao apresentar toda a documentação.

 

O diretor do SAAE lamentou que o assunto tenha ganho essa proporção, assegurando que o conhecimento adquirido como vereador (foi presidente da Câmara de Lucas do Rio Verde), coordenador do SAAE e os cursos de graduação em administração dão amparo para agir com extrema legalidade. “Tenho 25 anos em Lucas do Rio Verde e não me dou ao luxo de fazer nada fora da legalidade. Eu conheço as leis, sou um dos que fizeram muitas leis, inclusive do Plano Diretor, do qual fui relator. Então eu sei o que podemos fazer e o que não podemos”, afiançou, estipulando que a obra será concluída e inaugurada até o final deste ano. “Não vou ficar justificando. É muito fácil falar, colocar ao vento as coisas, denegrir a imagem de pessoas idôneas”, ressaltou. “O importante é que a obra está sendo conduzida e os prazos estão sendo cumpridos e ela está sendo bem documentada. E vocês serão convidados”, prometeu Raimundo, ressaltando que não vai debatendo, colocando sua credibilidade e da diretoria da associação da Comunidade Itambiquara em xeque.

 

Saúde

Outra situação apontada por Raquel está relacionada ao funcionamento do Posto de Saúde da comunidade, que teve a sala de odontologia fechada a pedido de algumas pessoas que se apresentaram como representantes. A medida tem prejudicado pessoas que dependem desse atendimento, pois não tem condições de se locomover até Groslândia, comunidade distante cerca de 20 quilômetros de Itambiquara ou mesmo até a sede do município. Raquel defende e solicitou a reforma da unidade, mas reclamou que algumas pessoas têm atuado como representante, medida que pode prejudicar a interlocução junto ao poder público. “Têm exigido o fechamento do PSF enquanto não há reforma”, reclamou.

 

Medidas

A presidente assinalou que, se necessário for, vai tomar as providencias cabíveis. Raquel insinua que existem indícios de irregularidades na gestão anterior. “Se continuar a gente vai procurar e conversar com a pessoa. Se não parar, a gente vai colocar a limpo a gestão anterior, que não foi muito correta, a gente tem papeis e provas disto, pra estar acabando com estas picuinhas. A gente entrou pra fazer a coisa correta e pretende continuar assim”, conclui.

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