Mato Grosso, 20 de Setembro de 2019
Esportes
Quais são as chances do Brasil contra a República Tcheca na Copa do Mundo de basquete
06.09.2019
15:37
FONTE: GloboEsporte

IMPRIMA ESSA NOTÍCIA ENVIE PARA UM AMIGO

  • Quais são as chances do Brasil contra a República Tcheca na Copa do Mundo de basquete

    Foto: Divulgação/FIBA

A verdade é que ninguém acreditava na República Tcheca. Nas casa de apostas, a Turquia era colocada como a favorita para avançar ao lado dos Estados Unidos no Grupo E da Copa do Mundo de Basquete. Mas, o jogo é jogado, e os tchecos, em sua primeira participação no torneio na história, deixaram os turcos para trás, se classificando com o terceiro lugar da chave.

 

O começo da resposta vem com o caminho da República Tcheca até a Copa do Mundo. O país que não tem nenhuma participação olímpica conseguiu pela primeira fase jogar o Mundial após cinco vitórias na primeira fase das Eliminatórias, contra Bulgária, Finlândia e Islândia. Assim, avançou para o segundo estágio, quando triunfou oito vezes. Venceu e perdeu para a Rússia, bateu duas vezes a Bósnia e caiu duas vezes para a França. Foi o suficiente para carimbar um lugar na China.

 

Em Shanghai, os tchecos jogaram razoavelmente bem contra os Estados Unidos, na estreia. Mas viram o placar escapar e serem derrotados por 88 a 67. Na segunda rodada, apesar de tomar 76 pontos do fraco Japão, venceu ao anotar 89 pontos. Na última rodada, nessa sim com uma atuação convincente e controlando o duelo, os tchecos bateram a Turquia por 91 a 76 e se classificaram para o Grupo K.

 

Abaixo, listamos pontos a favor e contra a República Tcheca, que podem pesar no confronto diante do Brasil, que pode dar a seleção brasileira um lugar nas quartas de final desde que os Estados Unidos vençam a Grécia e os brasileiros façam o mesmo.

 

1 - O atleticismo de Satoransky

Aos 27 anos, Tomás Satoransky, armador do Chicago Bulls, é o grande jogador da equipe. Habilidoso com a bola nas mãos, ele tem um diferencial para a posição: o físico invejável. O tcheco tem 2,01m e mesmo assim carrega muito bem a bola. Draftado em 2012 pelos Wizards, ele esteve emprestado na Europa, até que em 2016 passou atuar nos Wizards. Na última temporada, assinou com os Bulls. Na Copa do Mundo, tem médias interessantes de 14,3 pontos, cinco rebotes e 6,3 assistências.

 

Para ir bem contra a República Tcheca, o Brasil precisa diminuir o volume de Satoransky e evitar que o armador faça valer seu físico contra armadores mais baixos do Brasil como Rafa Luz, Marcelinho Huertas, Yago e até mesmo Alex, que pode jogar na um ou na dois no decorrer do confronto diante dos tchecos. Se Satoransky estiver à vontade, pode complicar as coisas.

 

2 - Falta protagonismo

A base do grupo que está na China é formado por atletas do clube local Nymburk, que leva o nome da própria cidade. São seis jogadores do time da primeira divisão, mas que está distante dos melhores da Europa. Outros dois também atuam em times locais. A média de idade é de 28 anos. Assim, a verdade é que o grupo tcheco, se tem bastante entrosamento, tem a grande maioria dos seus atletas longe dos holofotes e sem protagonismo no continente europeu. Em um jogo decisivo de Copa do Mundo, contra um time experiente como o do Brasil, isso pode pesar.

 

3 - Gigante reboteiro

Mas existem pontos positivos no elenco. A República Tcheca conta com o gigante Balvín, de 2,17m. Atleta do Bilbao, da Espanha, ele é um dos líderes das estatísticas de rebotes na competição com nove por jogo. Também fez 10,3 pontos e tem 1,7 assistências por jogo na Copa do Mundo. Atlético e com apenas 26 anos, ele protege bem o aro, mas não vai bem nos lances livres no torneio, com média de 45,5% apenas. Felício e Anderson Varejão, reboteiros do Brasil, precisam vigiá-lo de perto.

 

4 - Americano naturalizado

A experiência na República Tcheca fica por conta do americano naturalizado Blake Schilb. O ala de força é profissional desde 2007, passou por diversos clubes da Europa e tem 11 pontos por duelo. Normalmente, cria seus próprios arremessos, e tem apenas dois rebotes, mas boas três assistências por confronto na primeira fase da Copa do Mundo. Schilb tem um ótimo gatilho da linha de três pontos e no torneio tem média impressionante de 69,2%, com nove em 13. Normalmente Blake não começa no quinteto inicial, mas é peça de rotação e desafogo ofensivo, assim como Vojtech Hruban.

 

5 - Empolgação e sem peso

Nas casas de apostas, o Brasil entra como favorito diante da República Tcheca. Normal, diante da tradição e da campanha 100% do Brasil até aqui. Mas, exatamente essa falta de peso nas costas pode ajudar a República Tcheca. Em sua primeira participação no torneio, o time já derrubou a Turquia, jogou bem contra os Estados Unidos até determinada parte do jogo, e chega sem peso para a segunda fase. Pelo histórico, a obrigação de vitória é toda do Brasil. Jogando sem pressão, os tchecos podem ser muito perigosos.

IMPRIMA ESSA NOTÍCIA ENVIE PARA UM AMIGO

NOTÍCIAS RELACIONADAS
ENVIE SEU COMENTÁRIO