Mato Grosso, 17 de Dezembro de 2018
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Quanto maior a condição financeira, menor a taxa de amamentação, diz relatório do UNICEF
14.05.2018
09:28
FONTE: Crescer online

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Foi divulgada nesta semana pelo departamento de nutrição do UNICEF o resultado de uma pesquisa global sobre amamentação. O relatório que analisou 123 países mostra que 95% dos bebês são amamentados em algum momento de suas vidas. Parece até bom, mas o estudo aponta que, olhando de perto, há discrepância demais entre as taxas de menor e maior nível de aleitamento.

 

A saber, o Sri Lanka é o primeiro colocado, com 99.4%. A Irlanda tem a pior taxa: apenas 55% dos bebês são amamentados. Butão (99,3%), Nepal (99,1%) e Madagascar (99%) são os outros únicos países a alcançar a faixa dos 99%. Entre os bem colocados da América Latina, Uruguai e Peru empatam com 98.7%. O Brasil não foi analisado nesta pesquisa.

 

Outro ponto levantado no estudo diz respeito à variação de taxa de aleitamento entre famílias de alta e média-baixa renda. Nestas últimas, só 4% (1 em cada 25 bebês) nunca são amamentados. Já nas famílias de renda alta, 21% dos bebês (mais de 1 em cada 5 bebês), nunca são amamentados.

 

O relatório também traz recomendações de apoio ao aleitamento. Ao governo, há sugestões como a de promulgar medidas legais para regulamentar a comercialização de fórmulas infantis e outros substitutos, mamadeiras e bicos de leite materno (que atrapalham a amamentação), de acordo com o Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno e resoluções relevantes da Assembléia Mundial da Saúde.

 

Para a sociedade civil, a recomendação é a de promover o papel dos parceiros no apoio às mulheres para amamentar, oferecendo apoio emocional, assumindo tarefas domésticas e de cuidado infantil adicionais, sensibilizando os pares e defendendo o direito das mulheres a amamentar em locais públicos”.

 

E para o setor privado, a sugestão é a de “apoiar e capacitar as mães a amamentar após o nascimento e no local de trabalho através de políticas de apoio paterno e licença-maternidade, políticas de apoio no local de trabalho e fornecimento de tempo suficiente e espaços apropriados para amamentar ou extrair e armazenar o leite materno”.

 

É possível baixar o relatório, ainda em inglês.

 

No Reino Unido, a taxa de 81% de aleitamento materno noticiada pelo relatório do UNICEF não caiu bem. O órgão local que funciona como uma Sociedade de Pediatria e Saúde Infantil prontamente recomendou que a amamentação seja incluída como matéria no currículo das escolas, para que as crianças entendam que, além de um ato natural, é a melhor fonte de nutrientes para o bebê.

 

O UNICEF fornece os seguintes dados a respeito de nutrição relativos ao Brasil, colhidos entre 2008 e 2012:

Amamentação na primeira hora de vida: 67.7%

Amamentação exclusiva até os 6 meses: 41%

Amamentação até os 2 anos: 25.2%

Introdução de alimentos de 6 a 8 meses: 69%

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