Mato Grosso, 20 de Novembro de 2017
Mato Grosso
Resgatada de helicóptero, família que teve casa destruída por furacão em ilha do Caribe chega a Cuiabá
13.09.2017
13:33
FONTE: G1 MT

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  • resgatada

    Sara, que na foto aparece com filho no colo, e Samara, a 7ª da esquerda para a direita, desembarcaram em Cuiabá nesta quarta-feira (Foto: Sara Cristina Nunes Bandeira Joseph/ Arquivo pessoal)

Resgatados de helicóptero após o furação Irma, Sara Cristina Nunes Bandeira Joseph, 24 anos, o filho dela de um ano, e a irmã, Samara Nunes Bandeira, de 17, que viviam em Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, na região do Caribe, desembarcaram em Cuiabá na manhã desta quarta-feira (13). No aeroporto, eles foram recebidos pelos familiares, que moram na capital.

 

A casa onde Sara morava foi completamente destruída na última quarta-feira (6), durante o furacão. Como os voos comerciais tinham sido suspensos, a família não tinha muitas alternativas para deixar o local.

 

O marido de Sara, que é natural da região, continua no local e eles três conseguiram sair graças a um piloto que seguia de helicóptero para Miami, nos Estados Unidos, e pousou na ilha para tentar ajudar as vítimas do furacão.

 

"Ele (piloto) estava indo para Miami e soube que tinha brasileiros ilhados e parou para fazer o resgate. A preferência era por mulheres com crianças e depois, mulheres", explicou Sara, que vive em Tortola há cinco anos. Essa é a primeira vez que ela viu um fenômeno como esse.

 

Eles deixaram a ilha na segunda-feira (11). "Fomos de helicóptero até Porto Rico, onde pegamos um voo para o Panamá e depois outro para o Brasil. Foi uma viagem tranquila", contou.

 

Naquele mesmo dia, mas um pouco mais cedo, uma brasileira que está grávida também foi resgatada de helicóptero, de acordo com Sara.

 

Na quarta-feira, dia em que houve a devastação, ela contou que os moradores temiam que algo grave acontecesse, mas que o furacão foi bem pior do que imaginavam. A casa dela ficava perto do mar e, por causa disso, ela e a família foram para um hotel.

 

"Sabíamos que a nossa casa não era segura, porque ficava perto do mar, então pegamos roupas, comida e água e fomos para o hotel. O furacão durou cerca de 5 horas e, quando saímos para fora, vimos o que tinha acontecido. A nossa casa estava completamente destruída. Um barco bateu em um lado dela (casa) e depois o vento acabou a destruindo toda", explicou.

 

A irmã de Sara, Samara passava uma temporada em Tortola para trabalhar e praticar o inglês. Ele tinha chegado no local em junho e pretendia ficar até dezembro, mas o furacão, que destruiu a região de aproximadamente 25 mil habitantes, mudou os planos dela.

 

Segundo Sara, o marido continua no local para ajudar a família e para tentar reconstruir a casa deles. Desde o furacão, os moradores tentam limpar a cidade. A previsão é que entre três e quatro meses seja normalizado o fornecimento de luz e água na ilha. "Quando tudo estiver tudo organizado, pretendo voltar", afirmou ela.

 

Outros 15 brasileiros ainda continuam na ilha. Alguns à espera de resgate e outros com a missão de ajudar a reconstruir a ilha, conforme Sara. "A maioria que ficou no local é homem, mas também tem algumas mulheres que não quiseram deixar os maridos", citou.

 

O furacão deixou cerca de 60 mortos.

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