Mato Grosso, 20 de Setembro de 2019
Mato Grosso
Segurança Pública prevê reforço de policiamento em região onde ocorreu chacina em MT após novos ataques
11.09.2019
11:56
FONTE: G1 MT

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  • Trabalhadores foram mortos em abril de 2017 — Foto: Reprodução/TVCA

    — Foto: Reprodução/TVCA

  • moto foi atingida por disparos de arma de fogo

    Divulgação

  • Casa de moradores foi queimada por homens encapuzados

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Após novos ataques a moradores da Gleba Taquaruçu do Norte, em Colniza, município que fica a 1.065 km de Cuiabá, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT) prevê o reforço do policiamento na região. Nessa semana, o Ministério Público denunciou os casos aos órgãos de Segurança Pública pedindo providências.

 

Em abril de 2017, nove trabalhadores foram mortos. As vítimas, todos homens, foram rendidos, torturados e mortos.

 

Segundo o MP, dois novos atentados contra uma família que mora na gleba foram registrados no dia 4 e 9 de setembro.

 

Na primeira ocasião, homens encapuzados e armados ameaçaram a família de morte e atirou na motocicleta usada por eles. Já na segunda-feira (9), o mesmo grupo ateou fogo em uma casa depois de fazer novas ameaças.

 

Ao oficializar os novos ataques, o MP solicitou ao governo que sejam adotadas medidas – como o envio de policiais –, “para impedir a ocorrência de uma nova chacina em Colniza”.

 

De acordo com a Sesp, novas ações estão previstas para acontecer na região -- que engloba os municípios de Juína, Castanheira, Juara, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Tabapurã, Aripuanã, Cotriguaçu e Juruena --, para o enfrentamento da criminalidade.

 

Chacina em Colniza

Segundo o MP, o grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km ao longo da Linha 15, assassinando, com requintes de crueldade, aqueles que encontraram pelo caminho, sem dar chance de fuga ou defesa.

 

A motivação dos crimes seria a extração de recursos naturais da área. A intenção do mandante do crime era assustar os moradores e expulsá-los das terras, para que ele pudesse, futuramente, ocupá-las.

 

As vítimas foram identificadas como Francisco Chaves da Silva, 56, Edson Alves Antunes, 32, Izaul Brito dos Santos, 50, Aldo Aparecido Carlini, 50, Sebastião Ferreira de Souza, 57, Fábio Rodrigues dos Santos, 37, Samuel Antonio da Cunha, 23, Ezequias Santos de Oliveira, 26, e Valmir Rangel do Nascimento, de 55 anos.

 

Foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) e constam como réus no processo um empresário do ramo madeireiro de 41 anos, apontado como mandante do crime, um ex-sargento da Polícia Militar de Rondônia, e mais dois homens que são tio e sobrinho. 

 

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