Mato Grosso, 22 de Junho de 2018
Mato Grosso
Sindicato entra com representação contra empresa por plágio em parecer sobre acidente que matou verdureiro
13.06.2018
08:04
FONTE: G1 MT

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  • Francisco Lúcio Maia empurrava carrinho quando foi atingido pelo automóvel da médica (Foto: Divulgação)

    Francisco Lúcio Maia empurrava carrinho quando foi atingido pelo automóvel da médica (Foto: Divulgação)

O Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco-MT) entrou com uma representação contra a empresa Forens Lab por plágio em um parecer técnico sobre a velocidade do veículo que atropelou e matou o verdureiro Francisco Lúcio Maia, de 48 anos, em Cuiabá, em abril deste ano.

 

Na representação, o sindicato pede que haja o cancelamento do contrato firmado com a empresa, devolução do valor pago pelo serviço em dobro e a condenação do perito responsável pelo aprecer.

 

O documento é assinado pela empresa Forens Lab. Ao G1, o perito Thyago Jorge, representante da empresa, negou o plágio e afirmou que a metodologia usado é muito utilizada no meio e, por isso, a semelhança foi apontada.

 

O parecer foi solicitado pelo delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), após a divulgação do laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontar uma velocidade de dano de 30 km/h.

 

O novo documento, por sua vez, apontou velocidade de 95 km/h no momento do acidente.

 

Segundo o sindicato, a empresa plagiou um laudo emitido pela Politec em 2014 sobre um atropelamento registrado no município de Sapezal, a 473 km de Cuiabá.

 

Em coletiva de imprensa, os peritos usaram projeções e compararam 11 trechos do laudo deste acidente com o parecer feito pela Forens Lab.

 

"Você pode se basear, usar como bibliografia, mas a cópias são integrais, de ponto e vírgula. Quando você tem dois locais de crime eles nunca são iguais, é impossível. O texto ser o mesmo, as medidas, o ângulo é praticamente impossível”, afirmou o vice-presidente do Sindpeco Alisson Trindade.

 

Ainda segundo o sindicato, os dois documentos sobre o acidente em Cuiabá tratam de coisas diferentes.

 

Calúnia e difamação

O delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), responsável pela investigação, registrou boletim de ocorrência contra o sindicato por calúnia e difamação.

 

No documento, o delegado afirma que o vic-presidente do sindicato imputou a ele a prática de ato criminoso e ofensivo a reputação dele.

 

O atropelamento

O acidente aconteceu no dia 14 de abril, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. O carro era conduzido pela médica Letícia Bortolini, de 37 anos.

 

Ela estava na companhia do marido, que também é médico, quando atropelou Francisco, que empurrava um carrinho de verduras e terminava de atravessar a avenida para subir no canteiro.

 

Ele não resistiu ao impacto da batia e morreu no local.

 

Letícia foi detida momentos depois em um condomínio. Ela se recusou a fazer o teste do bafômetro, entretanto, segundo a polícia, estava com sinais de embriaguez.

 

A médica, porém, foi solta dias depois sob o argumento de que ela tem um filho com 1 ano de idade e que precisa dos cuidados dela.

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