Mato Grosso, 22 de Janeiro de 2018
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'Vovô do circo' convence esposa 32 anos mais jovem a se tornar artista
13.09.2013
08:31
FONTE: G1

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  • Equilibrista e a esposa fazem apresentações em dupla há mais de cinco anos
O equilibrista de objetos Bruno Edson foi homenageado na noite desta quinta-feira (12) pelos 65 anos dedicados à arte circense. A homenagem aconteceu durante a apresentação de abertura do 6º Festival Paulista de Circo, que acontece em Piracicaba (SP) até domingo (15).

O artista está prestes a completar 73 anos e trabalha em circos desde os oito. Há cinco convenceu a esposa, Joelma Harue Funaki, de 47 anos, 32 anos mais nova que ele, a acompanhá-lo em apresentações de dupla. Avô de 12 crianças e adolescentes, ele conta já ter feito shows para netos e filhos. "Meus netos pedem que os pais os levem para ver o 'vovô do circo'. Eles se divertem comigo e eu me divirto com eles."

Pai de cinco filhos e já no segundo casamento, Edson contou que desde o começo conseguiu se manter com o que ganhava como artista. "Quando não trabalhava para um circo, me apresentava no teatro. Em um período curto trabalhei em um supermercado e revezava com os ensaios. Comecei então a participar de programas na televisão e os convites para apresentações reapareceram", disse.

Ao longo da carreira, Edson trabalhou com artistas famosos como Dedé Santana (Os Trapalhões) e atuou em peças, filmes e programas de auditório. Foi com o integrante do extinto grupo que o equilibrista conheceu Brasília em 1958. "A cidade estava cheia de operários e não havia nada para se fazer. Então, fomos com o circo e ficamos até 1962."

Edson relatou que não se ganha muito com o circo, mas que hoje já é possível viver com a renda. "Apesar de o salário não ser grande, o artista não tem despesa enquanto está com o circo. Isso permite fazer um pé de meia. Só o que precisa é o artista ter a cabeça no lugar. Vai ter dias em que ele vai ganhar R$ 1 mil e outros em que não ganha nada. Por isso, tem que equilibrar."

'Novo circo'

A relação de trabalho com os circos também mudou em comparação com o início da carreira do equilibrista. "Não tem mais essa de o artista viver viajando com um circo, é muito raro. Hoje eu faço apresentações com diversos grupos e tenho uma residência fixa. Eu me apresento até em palestras na área de segurança do trabalho", contou.

Além de se apresentar, Edson dá aulas em uma escola de arte circense em São Paulo. Ele diz não saber qual a média de apresentações que faz por mês. O que tem certeza é que sempre foi feliz com o que faz. "Com todas as dificuldades que já passei, hoje tenho cinco filhos formados e todos bem de vida. Sempre tive o dom para ser artista, não poderia seguir outra profissão."

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