Mato Grosso, 21 de maio de 2013
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Descontentes, vereadores renunciam e deixam Mesa Diretora

Em 26 de junho de 2012 as 21h39

Decisão impediu realização de sessão ordinária da Câmara de Alta Floresta

Fonte: ExpressoMT

http://www.expressomt.com.br/politica/descontentes-vereadores-renunciam-e-deixam-mesa-diretora-19750.html

Crédito: Divulgação
Três dos quatro ocupantes da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Alta Floresta (880 km de Cuiabá) renunciaram ao cargo durante a realização da sessão ordinária na manhã desta terça-feira. A decisão fez com que o presidente Charles Miranda (PR) suspendesse os trabalhos, já que ele indicou outros vereadores para ocupar os lugares vagos. Emerson Machado (PMDB) deixou a vice-presidência, Nilson Rodrigues (DEM) a primeira secretaria, e Reinaldo de Souza, o Lau da Rodoviária (PSD), a segunda secretaria.

Segundo informações veiculadas pela imprensa altaflorestense, decisões administrativas tomadas pelo presidente deixaram descontentes os vereadores. A principal delas, a redução dos salários. O Tribunal de Contas do Estado notificou o Legislativo a reduzir os salários dos ocupantes dos cargos da Mesa Diretora, mas Miranda não teria comunicado os vereadores em tempo de fazer a defesa perante o órgão fiscalizador.

Além disso, os vereadores acusam o presidente de omitir informações, inclusive dos até então integrantes da Mesa Diretora. “Ele não defendeu a instituição, deixou os vereadores sem defesa na questão do salário, escondeu estes apontamentos e não trabalhou com a moralidade e transparência que tanto prega”, disse o vereador Francisco Militão (PDT).

Por outro lado, Miranda afirmou que tornou pública a notificação do TCE através de memorandos e também do quadro de avisos do Legislativo. O vereador-presidente alega ter baixado portaria antes do prazo final de defesa no Tribunal, segundo disse, para mostrar na defesa que tomou uma medida. Charles assegura que não agiu com arbitrariedade e apenas respeitou a decisão do TCE.

Os vereadores recebiam cerca R$ 4 mil de salários e R$ 3,5 mil de verba indenizatória. Com as medidas tomadas, o salário caiu para aproximadamente R$ 1,5 mil, com a manutenção da verba em R$ 3,5 mil, uma redução considerável. 


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