Mato Grosso, 20 de maio de 2013
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Informação de acerto com Delta é “infame e desleal”, diz Perillo

Em 16 de julho de 2012 as 16h50

Novas informações relacionam venda de casa à liberação de recursos.
Governador de GO reafirma que não tratou do imóvel com Cachoeira.

Fonte: G1

http://www.expressomt.com.br/politica/informacao-de-acerto-com-delta-e-infame-e-desleal-diz-perillo-22447.html

Crédito: DivulgaçãoMarconi Perillo

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), classificou como “infame e desleal” a afirmação de que houve um acerto para que o atual governo do estado pagasse em dia as faturas da empresa Delta. Em nota enviada à imprensa nesta segunda-feira (16), reafirmou que não tratou a venda da casa com a empreiteira nem com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federaldurante a Operação Monte Carlo.

Na edição desta semana, a revista Época apresenta escutas gravadas pela Polícia Federal que, de acordo com a reportagem, comprovariam os elos entre o esquema de Cachoeira e o governador de Goiás. De acordo com a publicação, a negociação da venda da casa estava ligada à liberação de recursos para a empreiteira.

Na nota, o tucano alega que os pagamentos mencionados pela revista referem-se a um contrato de locação de veículos, firmado pelo governo anterior, e são feitos de forma continuada, por se tratar de serviços regulares. A Delta recebe mensalmente, de acordo com contrato de locação de veículos, R$ 3,2 milhões do governo goiano.

A atual administração “cumpre rigorosa e pontualmente seus compromissos com fornecedores e prestadores de serviços”, diz a resposta do governo, que nega favorecimento à empresa ligada a Cachoeira.

Casa
A venda da casa que pertenceu a Perillo, onde Cachoeira foi preso, em um condomínio de luxo em Goiânia, continua alvo de polêmica. Novas transcrições, publicadas na revista, mostra o contraventor preocupado em deixar o imóvel.

“Em relação à venda da casa, todos os relatos feitos pelos participantes da transação confirmam o que o governador Marconi Perillo afirmou desde a primeira vez que se pronunciou sobre o assunto”, diz a nota. O texto afirma ainda que, se o ex-vereador Wladimir Garcez (PSDB), suposto comprador inicial do imóvel, tratou do assunto com mais pessoas, não teve o conhecimento do chefe do executivo goiano.

Quanto aos cheques usados no pagamento do imóvel, o tucano reafirmou que não cabe a ele, “como a qualquer outra pessoa que esteja se desfazendo de um bem”, investigar a origem dos recursos. A casa foi paga com cheques da empresa da mãe de um sobrinho de Cachoeira.

A nota também critica “um grupo dentro da CPMI que trata de transformá-la em tribunal de exceção com um só alvo: o governador de Goiás”. Perillo afirma sofrer perseguição política por ser adversário do PT.

Após novas denúncias, os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) querem convocar Perillo a depor novamente na CPI Mista que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários.



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