O Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Lucas do Rio Verde mantém o projeto político para as eleições de outubro próximo, defendendo que o atual vice-prefeito do município, Joci Piccini, seja o pré-candidato do partido à sucessão de Marino Franz (PPS). A declaração foi dada pelo vereador Eliseu Sávio Diniz, que é presidente da sigla em Lucas.
Diniz tem esperança que o STF baixe resolução, dando nova interpretação à Lei Complementar 64, de maio de 1990, conhecida também como ‘Lei de Inelegibilidade’. Um dos artigos classifica que o vice-prefeito poderá candidatar-se a outros cargos, preservando os seus mandatos respectivos, desde que, nos últimos seis meses anteriores ao pleito, não tenham sucedido ou substituído o titular. No caso de Piccini, que assumiu o comando da Prefeitura no dia 4 de abril, há menos de 6 meses das eleições, sua participação nas eleições de outubro como candidato pode ter sido comprometida.
“Nem todas as resoluções do TSE foram editadas, né. No momento não há nada que impeça o nosso vice-prefeito de ser o candidato, no momento são especulações, o jurídico do partido, a bancada federal já tem conhecimento e nós continuamos no nosso propósito”, indicou Eliseu, destacando que a preocupação é manter a unidade do grupo.
Questionado sobre a adoção de um plano B, caso a intenção de lançar Piccini se torne frustrada pela legislação eleitoral, Diniz reforça que a manutenção do grupo será o alvo principal. “Muito dificilmente a gente vai discutir uma opção fora do grupo que aí está, existem muitos bons nomes, falo em nome de Helmute (Lawisch), (Osvaldo) Martinello, Márcio Pandolfi, vários outros nomes que poderia citar dentro do grupo. O PSB tem a função de harmonizar esses nomes e trabalhar”, declarou ao ExpressoMT, lembrando que o grupo mais acertou, que errou ao longo dos últimos anos.
Sobre declarações de lideranças do PSD, contrários a possibilidade de lançamento de candidaturas a prefeito e vice pelo PDT, que poderiam coligar com partidos de oposição ao prefeito Marino Franz, Diniz destacou que o momento é de cautela. O vereador analisa que a democracia deve imperar, dando liberdade aos partidos de discutirem suas alianças. “Vamos continuar trabalhando, pois a nossa função é trazer mais partidos para agremiar do que nos distanciar dessa situação”, conclui.