Mato Grosso, 09 de Junho de 2026
Educação

Senador Magno Malta acha torpe expressão cura gay

20.06.2013
07:33
FONTE: Assessoria

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Senador Magno Malta (PR/ES) considera pejorativo o apelido cura gay dado pela imprensa ao projeto de decreto legislativo que autoriza o tratamento psicológico para alterar a orientação sexual de homossexuais aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos deputados

“Eu não sou intolerante, não discrimino e também não trato com preconceito nenhum cidadão, seja pela raça, pela religião, opção sexual, magro, gordo, forte, fraco, rico, pobre, analfabeto ou intelectual, qualquer pessoa tem liberdade para decidir o caminho que achar melhor e devemos respeitar o jeito pessoal de cada um. Aprendi com minha mãe que não bastam palavras, o que fica é o gesto. Para comprovar minha prática, tenho como vice-presidente do meu partido, PR, no Espírito Santo, o vereador transexual Moacir Selia, o Moa, de Nova Venécia, é pessoa de moral e que tem minha consideração e apoio”, explicou Magno Malta. 

Magno Malta falou em tom firme que não aceita o apelido cura gay, pois o projeto que tramita na Câmara dos Deputados, abre um precioso espaço para quem quiser, com total liberdade, buscar apoio médico para qualquer tipo de drama que venha refletir na vida pessoal e familiar. “Não conheço projeto de cura gay, este é um título debochado que a mídia inventou. Eu tenho que respeitar e ser respeitado”, falou Magno.

O senador lembrou que foi o primeiro presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, que é o espaço mais democrático para debates. “Eu tenho homossexuais na minha instituição buscando apoio. Mas já vi de tudo na minha vida e não conheço projeto de cura gay, isso é pejorativo, pois Deus deu o livre arbítrio para todos e devemos solidariedade, respeito e tolerância”.

“Sou presidente regional do Partido da República no Espírito Santo e escolhemos como vice-presidente um travesti. Estou repetindo para reforçar que não existe nada disso. Falei para TV Senado que este título é deboche, vulgar e não discrimino nenhuma pessoa. Mas todos tem direito de buscarem orientação para qualquer problema na área médica e cientifica. É também um dever do Estado prestar este serviço importante para quem desejar”, finalizou Magno Malta.

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