Durante audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, na terça-feira, 15, para debater a cobrança de royalties e taxas tecnológicas para o plantio de soja, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) manifestou contrariedade com a medida da empresa Monsanto. “Ninguém é contra a tecnologia, o problema é o domínio do mercado e a exploração dos sojicultores brasileiros”, afirmou.
O parlamentar gaúcho evidenciou que há anos os produtores do Rio Grande do Sul reivindicam o direito de reservar e replantar o grão sem pagar indenizações a empresa, tanto que entraram com ação no Ministério da Justiça de Porto Alegre para garantir esse direito.
Ao demonstrar apoio à iniciativa, Heinze destacou que o percentual cobrado na comercialização da soja produzida no estado, soma mais de R$ 140 milhões. “Essa taxação precisa ser revisada. Ela reflete tanto no bolso dos agricultores, como também no dos consumidores”, enfatizou.
Para discutir melhor o tema e encontrar uma solução para o impasse, Heinze propôs a criação de um Grupo de Trabalho entre parlamentares, representantes do Ministério da Agricultura e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
“Temos que buscar medidas que aumentem a renda do setor rural. Para isso é preciso mexer nos custos de produção. Os preços pagos e a produtividade aumentaram nos últimos anos, mas os ganhos do homem do campo diminuíram muito”, expôs.