Mato Grosso, 15 de Junho de 2021
Economia
Em abril, o preço dos carros 0km aumentou quase 2%, enquanto que os carros usados subiram 5% no mesmo período
27.05.2021
FONTE: Assessoria

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  • Foto: Divulgação

O mercado de produção e venda de carros vem sofrendo fortes mudanças desde o último ano, bastante ligados com a pandemia. Um dos fatores que mais interessa os consumidores é a variação nos preços dos diversos produtos oferecidos, a diferença é muita entre os carros novos e usados. Confira o motivo.

 

Segundo o Monitor de Variação de Preços, feito pela companhia especializada em estudos de preços do setor automotor, KBB Brasil, no mês de março houve um reajuste médio de quase 2% para os modelos 0km. Já no caso dos carros seminovos o incremento médio passou dos 4%, enquanto a variação no valor dos carros usados superou os 5%. É importante levar em conta que, desde setembro do ano passado, os valores não registravam incrementos médios por cima de 1% para veículos 0km em um único mês.

 

Qual é o motivo do forte aumento registrado?

No caso dos carros 0km, para entender o aumento é preciso olhar para a situação da indústria automotriz. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), pelo menos 14 montadoras chegaram a interromper suas produções por causa da escassez de matéria-prima e dos impactos da pandemia. Só num mês, de março para abril, a produção de veículos no Brasil caiu 4,7%: entre carros de passeio, utilitários leves, ônibus e caminhões, foram produzidas 190.907 mil unidades, versus os 200.398 veículos fabricados no começo do ano.

 

É que mesmo que não tenha se repetido a paralisia completa que a indústria sofreu em abril de 2020, o aumento no número de mortes e contágios na segunda onda da Covid-19 não só fez parar a produção por períodos que superaram os 15 dias em alguns casos, mas também dificultou a fabricação por falta de peças, como no caso da Fiat. Todas essas dificuldades para atender a demanda dos consumidores explica, em parte, o reajuste dos preços.

 

É claro que a subida no valor dos carros seminovos e usados responde ao mesmo motivo. Com alta nos valores dos 0km, e prazos de espera maiores do que os normais, as pessoas se voltaram para o setor dos usados, que tem registrado incremento nas vendas superior a 40% se comparado com o mesmo período do ano passado.

 

Acontece também que as pessoas ficaram mais medrosas a respeito da utilização dos meios de transporte público para se deslocar pela cidade, por causa do risco de contágio. Ainda assim, nem todo mundo conta com o capital para comprar o veículo, fazer um seguro de automóvel, pagar os impostos, etc. Pensando nesse setor do mercado, muitas montadoras vem desenvolvendo o método de comercialização chamado de “carro por assinatura”: parecido com o leasing, trata-se de uma espécie de aluguel de longo prazo (geralmente de um para quatro anos), mas que inclui a maior parte dos custos envolvidos no carro como seguro, impostos e manutenção.

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