Mato Grosso, 14 de Junho de 2026
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Quase metade dos trabalhadores não sabe calcular rescisão

03.06.2026
FONTE: Assessoria

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Pesquisa revela que muitos CLTs não dominam o calculo rescisão. Veja o que entra nas verbas e como conferir se você recebeu o valor certo

Ser demitido já é um momento difícil. Ficar na dúvida sobre se os valores recebidos estão corretos torna tudo mais pesado.

Esse cenário é mais comum do que parece: muitos trabalhadores chegam ao fim do contrato sem entender o que cada parcela da rescisão representa ou como aquele número final foi calculado.

O desconhecimento sobre as verbas rescisórias vai além de uma dúvida teórica. Ele pode custar dinheiro real.

Este artigo mostra o que os dados dizem sobre isso, explica o que entra no cálculo da rescisão e orienta como verificar se você recebeu tudo a que tem direito.

O que a pesquisa revela sobre rescisão trabalhista no Brasil

A rescisão trabalhista é um dos momentos em que o trabalhador mais precisa de clareza financeira. No entanto, uma pesquisa recente mostra que boa parte dos profissionais contratados pelo regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) chega a esse momento sem o preparo necessário.

 

 

 

Segundo pesquisa Datatudo, feita com os leitores do blog da fintech meutudo, 47% dos entrevistados não sabe calcular a rescisão trabalhista com segurança: 26% já ouviram falar, mas não conseguem fazer o cálculo, e 21% afirmam não saber como o processo funciona.

Ainda de acordo com a pesquisa, 29% dos trabalhadores não conhece o prazo legal que a empresa tem para pagar as verbas rescisórias após o desligamento. Outros 21% têm apenas uma noção ou nunca tiveram certeza.

Esse cenário revela uma lacuna importante: quando o trabalhador não domina os próprios direitos, fica em desvantagem na hora de conferir o que recebeu e de contestar eventuais erros.

O impacto financeiro de ser demitido sem entender os direitos

A demissão sem preparação financeira é uma das situações mais vulneráveis na vida de um trabalhador. A perda de renda já traz pressão, e quando somada à confusão sobre os valores recebidos, o impacto pode ser ainda maior.

 

A pesquisa Datatudo ainda revela que 46% dos entrevistados sofreram impacto financeiro muito grande após o desligamento. Entre os principais fatores que ampliam esse impacto está o desconhecimento sobre as verbas devidas.

Quando o trabalhador não sabe o que tem direito a receber, ele assina o Termo de Rescisão sem conferir, não questiona valores inconsistentes e deixa de buscar correção enquanto ainda há prazo para isso. O dinheiro que poderia estar na conta acaba ficando na empresa.

O que entra no cálculo da rescisão e o que muitos esquecem

As verbas rescisórias variam conforme o tipo de desligamento, mas na demissão sem justa causa os itens são os mais abrangentes. Conhecer cada um deles é o primeiro passo para conferir se os valores estão corretos.

O saldo de salário corresponde aos dias trabalhados no mês até a data do desligamento. O cálculo é simples: divide-se o salário por 30 e multiplica-se pelo número de dias.

O aviso prévio pode ser trabalhado ou indenizado. No segundo caso, a empresa paga o equivalente ao período, acrescido de 3 dias por ano de serviço, respeitando o limite de 90 dias no total.

As férias proporcionais são calculadas com base nos meses trabalhados no período aquisitivo, sempre acrescidas de 1/3 constitucional. Férias vencidas e não gozadas também devem ser pagas com o mesmo acréscimo.

O 13º salário proporcional segue lógica semelhante: divide-se o salário por 12 e multiplica-se pelos meses trabalhados no ano. Mesmo quem saiu em janeiro tem direito ao valor referente ao período.

Por fim, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) deve ser depositado integralmente, e a empresa ainda paga uma multa de 40% sobre o saldo total do fundo acumulado durante o contrato.

Como fazer o calculo rescisão passo a passo

Antes de qualquer conta, reúna as informações básicas: salário bruto, data de admissão, data do desligamento, saldo de FGTS e tipo de rescisão. Com esses dados em mãos, é possível calcular cada verba separadamente.

Comece pelo saldo de salário, avance para o aviso prévio e siga com as férias e o 13º proporcional. Para cada item, use a base de cálculo correta e aplique o período trabalhado com precisão.

Uma forma prática de fazer o cálculo rescisão com precisão é usar uma calculadora online especializada, que já considera todos os componentes legais automaticamente. A meutudo oferece essa ferramenta gratuitamente, com base nas regras da CLT, totalmente online.

O resultado da calculadora serve como referência para comparar com o TRCT (Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho) entregue pela empresa. Se os valores divergirem, você terá base concreta para questionar.

Como verificar se os valores da rescisão estão corretos

O TRCT é o documento que detalha todas as verbas rescisórias. Ao recebê-lo, confira se constam todos os itens devidos, se os valores batem com os cálculos e se os dados do contrato estão corretos.

Se tiver dúvidas, procure o departamento de RH da empresa antes de assinar. Questionar por escrito é o caminho mais seguro. O sindicato da categoria também pode orientar e, em alguns casos, revisar os valores antes da assinatura.

Caso identifique divergências após a assinatura, o prazo para recorrer à Justiça do Trabalho é de dois anos a partir da data de extinção do contrato. Guardar todos os documentos da rescisão é essencial para esse processo.

É possível assinar o TRCT mesmo discordando dos valores, desde que o trabalhador faça ressalvas por escrito no campo destinado a isso. A assinatura não elimina o direito de buscar correção na Justiça.

Entender as verbas rescisórias não exige formação jurídica, mas exige atenção. Agora você sabe o que compõe a rescisão, como fazer o cálculo e onde buscar ajuda se os valores não baterem. A decisão de conferir ou não o que recebeu é sua.

 

Se a demissão chegou ou está próxima, reserve um tempo para revisar os números com calma. Um cálculo bem feito pode fazer diferença real no orçamento de quem está recomeçando.

 

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