Mato Grosso, 24 de Novembro de 2020
Saúde
Seis em cada dez brasileiros sofrem com dores lombares, diz pesquisa
06.11.2020
FONTE: Assessoria

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Problema pode afetar outros males invisíveis, como a depressão

 

A lombalgia é uma doença que afeta mais pessoas do que podemos imaginar. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados em 2016, 80% da população mundial sofre com dores na lombar. A doença, segundo relatório da entidade, só perde para a dor de cabeça na lista de enfermidades mais citadas por pessoas como motivos para visitas a médicos e consultórios.

 

A lombalgia pode ser originada de diferentes maneiras: traumatismos pelo movimento crônico ou momentâneo, como carregar peso, torções, posição profissional; envelhecimento, doenças reumáticas, infecção dos discos intervertebrais. Ainda segundo a OMS, aproximadamente  80% dos adultos sofrerão pelo menos uma crise aguda de dor nas costas durante a vida.

 

No Brasil, o impacto da doença é similar e também afeta boa parte da população. Uma pesquisa conduzida por membros da Universidade da Cidade de São Paulo (UNICID), seis em cada dez brasileiros apresentam dores lombares. Isso equivale a mais da metade da população do país, hoje estimada em 211 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

O trabalho analisou pesquisas sobre o tema ao longo dos últimos 20 anos. A partir daí, mapeou um perfil das pessoas que sentem dor na lombar e como esses enfermos estão distribuídos pelas cidades brasileiras. Via de regra, as dores acomete pessoas com idade entre 40 e 60 anos, com prevalência para pessoas do sexo feminino.

 

A pesquisa mostra também que cerca de 40% das pessoas afetadas com problemas na lombar têm baixa escolaridade (até o ensino fundamental incompleto ou equivalente), 47,5% declaram-se da cor branca e 42% parda. Apenas 13,8% residem em área rural.

 

Quanto à saúde, observa-se que menos de 50% estão no peso adequado, aproximadamente 69% consideram sua saúde como boa ou muito boa, 21% apresentam diagnóstico de hipertensão e menos de 10% têm alguma outra das doenças crônicas consideradas.

 

Outro fator importante apontado no levantamento são as doenças relacionadas com dores na coluna. Em muitos casos, o desconforto pode esconder outros males que, se não forem tratados, podem causar problemas ainda maiores.

 

As doenças que apresentaram maior associação com o problema crônico de coluna foram a artrite e a depressão. Além disso, padecer de doença crônica do coração aumenta em 15% a probabilidade de ter problema crônico de coluna na população, especialmente nas pessoas com mais de 40 anos.

 

De acordo com os pesquisadores, os estudos mostram que o trabalho de prevenção para conter os problemas na coluna devem acontecer cada vez mais cedo. "Os resultados sugerem que a promoção e prevenção sobre problema crônico de coluna devem ser intensificadas, especialmente antes dos 50 anos de idade, considerando o acentuado envelhecimento populacional do país".

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